No total de 2 mil páginas, o estudo alinha 177 projetos que podem destravar os nós logísticos. “É preciso a união dos governos estadual e federal, dos parlamentares e do setor produtivo para resolver os gargalos que impedem a competitividade de toda a Região Sul do Brasil. O estudo que apresentamos mostra que o custo de não fazer é muito maior do que os investimentos necessários para as obras de infraestrutura apontadas”, destacou Müller, nesta segunda-feira, na sede da entidade, quando o trabalho foi apresentado à Bancada Federal gaúcha, a empresários e à imprensa.
Segundo o presidente, o custo logístico do Brasil – que engloba transporte, estoque e armazenagem – chega a 15,4% do Produto Interno Bruto (PIB), de acordo com projeções do Banco Mundial. “Outras fontes asseguram uma colocação ainda pior, em torno de 17% do PIB, e no Rio Grande do Sul chegaria a 18% do PIB estadual. Enquanto isto, o custo logístico nos Estados Unidos é de 8,5% do PIB e a média dos países que integram a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico atinge 9%", salientou.
Para o presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia, os três Estados e seus parlamentares têm a obrigação de trabalhar de forma planejada, desprovidos de interesses partidários. “A Região Sul tem sido vitoriosa nos últimos anos na viabilização de investimentos, como é o caso das duplicações das BR 101, BR 392 e BR 448, que irá desafogar o tráfego na BR-116”, citou Maia.
O secretário de Infraestrutura e Logística do Rio Grande do Sul, Beto Albuquerque, representando o governador Tarso Genro, também destacou os prejuízos da não realização das obras sugeridas pelo Sul Competitivo. “Vamos incluir estes projetos no Plano Estadual de Logística e Transporte do Rio Grande do Sul, atualizado anualmente de acordo com os movimentos econômicos mundiais e vocações produtivas do Estado, com recursos do Banco Mundial”, garantiu Albuquerque.
O lançamento do estudo Sul Competitivo foi precedido de uma reunião com a Bancada Federal Gaúcha, nesta terça-feira, na sede da Fiergs, para tratar das questões de infraestrutura e logística. Para o coordenador da Bancada Federal, deputado Renato Molling, a iniciativa é importante para que o setor empresarial tenha condições de igualdade em conquistar espaço no mercado global: “O formato das Parcerias Público Privada (PPPs) pode ser um caminho rápido e eficiente. Os recursos públicos não são suficientes para fazer no tempo certo o que precisa ser feito”, avaliou. Molling salientou que as propostas também podem pautar as emendas parlamentares.
Conheça os eixos de integração de transporte prioritários:
Eixos já existentes:
1 - Eixo de Integração Atual da Rodovia SP – Porto Alegre via BR 116
2 - Eixo de Integração Atual Rodoviário SP – Caxias do Sul via BR 101
3 - Eixo de Integração Atual Rodoviário Passo Fundo – Imbituba via BR 285
4 - Eixo de Integração Atual Rodoviário São Miguel do Oeste – São Francisco do Sul via BR 280/282
5 - Eixo de Integração Internacional Atual Rodoviário São Paulo – Buenos Aires via São Borja, BR 285 e BR 153
Novos eixos:
6 - Novo Eixo de Integração da Ferrovia Norte-Sul – Trecho Sul
7 - Novo Eixo de Integração Ferroviário Guairá – São Francisco do Sul – Paranaguá via Anel ferroviário no litoral e serra
8 - Novo Eixo de Integração Rodoviário da Boiadeira Porto Camargo – Paranaguá via Campo Mourão e BR 487