Economia

Respaldado por habeas corpus, Mauro Marcondes fica em silêncio na CPI do Carf

Há suspeita de que filho de Lula tenha se beneficiado de esquema

Respaldado por habeas corpus, Mauro Marcondes fica em silêncio na CPI do Carf
Respaldado por habeas corpus, Mauro Marcondes fica em silêncio na CPI do Carf Foto : Luis Macedo / Câmara dos Deputados / CP
A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga esquema de venda de sentenças no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) tinha a previsão de ouvir nesta terça-feira o casal de advogados Mauro Marcondes Machado e Cristina Mautoni Marcondes, sócios da Marcondes e Mautoni (M&M). Dos dois suspeitos de envolvimento no esquema de venda de medidas provisórias, apenas Mauro compareceu à audiência pública, mas respaldado por habeas corpus. Logo no início da sessão, Mauro Marcondes disse que, por orientação de seu advogado, se manteria em silêncio.

Por motivo de saúde, sua esposa, Cristina Mautoni, não compareceu à audiência. Ao ser informado da ausência da advogada, o presidente da sessão, Pedro Fernandes (PTB-MA), remarcou o depoimento para o dia 2 de junho, "sem possibilidade de prorrogação".

Há suspeitas de que a empresa LFT Marketing Esportivo, do filho do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Luís Cláudio Lula da Silva, teria sido beneficiada a partir da prestação de serviços para a Marcondes & Maltone, acusada de atuar ilegalmente em favor da aprovação da reedição da Medida Provisória 471/2009.

A MP 471 prorrogou incentivos fiscais concedidos em 1997, durante o governo Fernando Henrique Cardoso, a indústrias dos setores automobilístico e de autopeças. A Polícia Federal investiga a ocorrência de ilegalidades em meio a lobbies que, supostamente, foram feitos visando à reedição do texto.

Empreendedoras Braskem forma sua quarta turma no RS

O programa é voltado para mulheres que desejam criar ou profissionalizar um pequeno negócio