Economia

Retração do PIB em 2015 passa de 2,85% para 2,97%, diz Focus

Para ano que vem, previsão é de -1,20%

O Relatório de Mercado Focus mostrou nesta terça-feira mais uma queda forte das previsões para o Produto Interno Bruto (PIB). De acordo com o documento divulgado pelo Banco Central, a perspectiva de retração da economia este ano
passou de 2,85% para 2,97% - um mês antes estava em queda de 2,55%. Para 2016, a mediana das previsões saiu de -1% para -1,20. Quatro semanas atrás estava negativa em 0,60%.

Segundo o IBGE, o PIB brasileiro caiu 2,6% no segundo trimestre deste ano na comparação com o primeiro trimestre e 1,9% ante o mesmo período de 2014. No Relatório Trimestral de Inflação de setembro, o BC revisou de -1,1% para -2,7% sua estimativa para a retração econômica deste ano.

Depois da melhora na semana passada, o boletim Focus de hoje trouxe uma forte deterioração da projeção para a produção industrial, que saiu de uma baixa de 6,50% para um recuo de 7%. O mesmo ocorreu com a perspectiva para 2016: a mediana das estimativas passou de uma queda de 0,29% para uma baixa de 1%. Há quatro semanas, as medianas destas previsões eram de, respectivamente, -6,20% e +0,50%.

Para a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB, a projeção dos analistas também passou por ajustes. Para 2015, caiu de 36,00% para 35,90% - quatro edições antes estava em 36,20%. Para 2016, a taxa saiu de 39,35% para 39,50%. Há quatro semanas, estava em 39,10%.

Setor externo

O setor externo é a válvula de escape do Relatório de Mercado Focus, que trouxe apenas piora das previsões. De acordo com o documento, a mediana das estimativas para o superávit da balança comercial de 2016 subiu de 24 bilhões de dólares para 25 bilhões de dólares de uma semana para outra - quatro edições atrás do documento, estava em 20 bilhões de dólares.

Para 2015, o ponto central da pesquisa foi ajustado de 12 bilhões de dólares para 12,99 bilhões de dólares de uma semana para outra. Quatro boletins atrás, estava em 10 bilhões de dólares.

No caso das previsões para a conta corrente, o mercado financeiro também seguiu com a tendência de ajustes para melhor: a expectativa de um déficit de US$ 68,00 bilhões foi substituída pela previsão de um rombo menor, de 65,50 bilhões de dólares. Quatro semanas atrás, a projeção era de déficit de 73,50 bilhões de dólares.

Já para 2016, a perspectiva de saldo negativo deu um salto de 54 bilhões de dólares para 50 bilhões de dólares - um mês antes estava em 65 bilhões de dólares .

Com esse movimento de redução, os analistas consultados semanalmente pelo BC estimam que o ingresso de investimentos para o setor produtivo já poderá cobrir integralmente o resultado deficitário em 2016, como já prevê o Banco Central para este ano.

Nos últimos meses, segundo participantes, os analistas tentam reestimar as projeções levando em consideração a mudança de metodologia da nota do setor externo, em abril. A mediana das previsões para o novo Investimento Direto no País (IDP) saiu de 64 bilhões de dólares para 61,50 bilhões de dólares para 2015. Para 2016, caiu de 61 bilhões de dólares para 60 bilhões de dólares.

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