Economia

Retração do PIB em 2016 passa de 1,90% para 2%, aponta Relatório Focus

Para 2015, a perspectiva de contração seguiu em 3,10%

O Relatório de Mercado Focus trouxe mudanças mais amenas para a atividades esta semana. De acordo com o documento divulgado na manhã desta segunda-feira, pelo Banco Central, a perspectiva de retração do Produto Interno Bruto (PIB) do ano que vem passou de 1,90% para 2,00%. Há um mês, a mediana das projeções estava em -1,22%. Para 2015, a perspectiva de contração seguiu em 3,10% - um mês antes estava em queda de 3,00%.

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o PIB brasileiro caiu 2,6% no segundo trimestre deste ano na comparação com o primeiro e 1,9% ante o mesmo período de 2014. No Relatório Trimestral de Inflação (RTI) de setembro, o BC revisou de -1,1% para -2,7% sua estimativa para a retração econômica deste ano.

No caso da produção industrial, a mediana das expectativas para 2015 ficou inalterada em -7,40% (um mês antes estava em -7,00%). Para 2016, passou de -2,00% para -2,15%. Há quatro semanas, estava em -1,00%.

Já na relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB de 2015, a projeção dos analistas apresentou uma leve melhora, passando de 35,80% para 35,50% - quatro edições antes estava em 35,65%. Para 2016, a taxa também apresentou alívio ao sair de 39,60% para 39,40% - um mês antes estava em 39,20%.

Dólar

O relatório divulgado pelo Banco Central trouxe uma queda das previsões para a cotação do dólar depois de uma semana de estabilidade. De acordo com o boletim, a moeda deve chegar ao final deste ano comercializada a R$ 3,96 e não mais a R$ 4,00 como era o esperado até a semana passada e também um mês antes. Com isso, o câmbio médio de 2015 caiu de R$ 3,40 para R$ 3,39 - quatro edições da pesquisa atrás, a mediana das expectativas estava em R$ 3,41.

Para o encerramento de 2016, a mediana das estimativas para o dólar seguiu em R$ 4,20 de uma semana para outra. Há quatro edições do Focus a perspectiva era de uma cotação de R$ 4,13. Já o ponto central da pesquisa para a cotação média de 2016 diminuiu de R$ 4,11 para R$ 4,08 de uma semana para outra. Um mês antes, a mediana estava em R$ 4,03.

Superávit comercial

A pesquisa Focus voltou a trazer melhoras das estimativas do mercado financeiro para o setor externo. No caso da balança comercial, a mediana das projeções para 2015 subiu de 14,60 bilhões de dólares para 14,95 bilhões de dólares de uma semana para outra. Quatro boletins atrás, estava em 13,20 bilhões de dólares.

Para 2016, o ponto central da pesquisa também foi deslocado de 29,00 bilhões de dólares para 30,55 bilhões de dólares - quatro edições atrás do documento, estava em 25,00 bilhões de dólares.

As previsões para a conta corrente, por sua vez, passaram por ajustes para baixo ante a semana anterior. No caso de 2015, passou de 65,00 bilhões de dólares, mesma previsão apontada um mês antes - para 64,85 bilhões de dólares. Já para 2016, a perspectiva de saldo negativo diminuiu de 42,55 bilhões de dólares para 40,95 bilhões de dólares - um mês antes estava em 47,75 bilhões de dólares.

Nos últimos meses, segundo participantes, os analistas tentam reestimar as projeções levando em consideração a mudança de metodologia da nota do setor externo, em abril. A mediana das previsões para o novo Investimento Direto no País (IDP) subiu de 62,30 bilhões de dólares para 62,80 bilhões de dólares para 2015, mas caiu de 60 bilhões de dólares para 58 bilhões de dólares no caso de 2016, após quatro semana de estabilidade.

Selic

Não houve qualquer mudança de cenário para o rumo das taxas de juros no Relatório de Mercado Focus. De acordo com o documento, a mediana da taxa básica de juros de 2016 ficou paralisada em 13,25% ao ano de uma semana para outra.

Quatro edições atrás do boletim, estava em 12,75% ao ano. A Selic média do período também não se moveu e ficou em 14,06%. Um mês antes, a mediana das previsões para essa variável estava em 13,83% ao ano.

Para este ano, as projeções também ficaram inalteradas: a Selic deve encerrar 2015 em 14,25% ao ano, taxa em que se encontra atualmente, e o juro médio deste ano deve ser de 13,63% ao ano. O foco do Banco Central para a meta foi deslocado para 2017, mas com a promessa da autoridade monetária de que seguirá "vigilante".

Entre os economistas que mais acertam as projeções para o rumo da taxa básica de juros, o grupo Top 5 no médio prazo, a estimativa para 2015 ficou congelada em 14,25% ao ano - previsão apontada já há 21 semanas. No caso da mediana das previsões para 2016, que havia subido na semana passada, segue em 13,00% ao ano - quatro semanas antes estava em 12,75% ao ano.

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