Economia

Retração do PIB em 2016 passa para 2,31%, aponta Relatóro Focus

Para este ano, a perspectiva de contração avançou para 3,50%

Com um resultado do Produto Interno Bruto (PIB) do terceiro trimestre do ano um pouco pior do que o imaginado para o terceiro trimestre, o Relatório de Mercado Focus desta segunda-feira, trouxe mais ajustes para as expectativas em
torno dos dados de atividade do País. De acordo com o documento divulgado pelo Banco Central, a perspectiva de retração da atividade do ano que vem passou de 2,04% para 2,31%. Há um mês, a mediana das projeções estava em -1,90%.

Para 2015, a perspectiva de contração avançou de 3,19% para 3,50% - um mês antes estava em queda de 3,10%. No Relatório Trimestral de Inflação (RTI) de setembro, o BC revisou de -1,1% para -2,7% sua estimativa para a retração econômica deste ano. Uma nova edição desse documento será divulgada até o Natal.

No caso da produção industrial, a mediana das expectativas para 2015 saiu de -7,50% para -7,60% - um mês antes estava em -7,40%. Para 2016, passou de -2,30% para -2,40%. Há quatro semanas, estava em -2,00%.

Já na relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB de 2015, a projeção dos analistas passou por um leve ajuste, saindo de 35,50% para 35,55% - quatro edições antes estava em 35,80%. Para 2016, a taxa foi mantida em 40,00% pela segunda semana seguida - um mês antes estava em 39,60%.

Superávit comercial

O Relatório Focus revelou uma queda das estimativas dos analistas para a balança comercial de 2016. O ponto central da pesquisa passou de US$ 31,68 bilhões para US$ 31,44 bilhões - quatro edições atrás do documento, estava em US$ 29 bilhões. No caso de 2015, a mediana das previsões foi mantida em US$ 15 bilhões de uma semana para outra. Quatro boletins atrás, estava em US$ 14,60 bilhões.

As previsões de déficit para a conta corrente de 2015 caíram, passando de US$ 64,70 bilhões para US$ 64,40 bilhões - um mês antes estava em US$ 65 bilhões. Para 2016, a perspectiva de saldo negativo foi mantido em US$ 39,68 bilhões - um mês antes estava em US$ 42,55 bilhões.

Nos últimos meses, segundo participantes, os analistas tentam reestimar as projeções levando em consideração a mudança de metodologia da nota do setor externo, em abril. A mediana das previsões para o novo Investimento Direto no País (IDP) saiu de US$ 62,80 bilhões para US$ 62,60 bilhões para 2015 pela terceira semana seguida. Um mês atrás, estava em US$ 62,30 bilhões. Para 2016, caiu de US$ 58 bilhões para US$ 57 bilhões. Quatro semanas atrás, estava em US$ 60 bilhões.

IPCA

A mediana das projeções para o IPCA do ano que vem voltou a subir após uma semana de estabilidade em 6,64% no Relatório Focus. Agora, a taxa está em 6,70% ante 6,47% de quatro semanas atrás. O Banco Central já avisou não focar mais 2016, mas, sim, 2017 em sua tarefa de levar a inflação para o centro da meta.

No caso de 2015, a mediana avançou de 10,38% para 10,44%, registrando a 12ª semana consecutiva em que há alta das estimativas para esta variável. Há quatro edições do documento, a mediana estava em 9,99%. No Top 5 de 2015, o ponto central da pesquisa passou de 10,56% para 10,61%. Há quatro semanas, essa mediana estava em 10,16%. Para 2016, o grupo dos analistas que costumam acertar mais as estimativas, manteve a perspectiva para o IPCA em 7,07%. Quatro edições atrás do boletim Focus, estava em 6,98%.

No Relatório Trimestral de Inflação (RTI) de setembro, o BC havia apresentado estimativa de 9,5% para este ano tanto no cenário de referência quanto no de mercado. Pelos cálculos da instituição revelados no RTI, o IPCA para 2016 subiu de 4,8% para 5,3% no cenário de referência e passou de 5,1% para 5,4% no de mercado. Na ata do Copom mais recente, o BC informou que suas projeções subiram ainda mais tanto no cenário de mercado quanto no de referência. Um novo RTI será divulgado antes do Natal.

Para a inflação de curto prazo, a estimativa para novembro subiu de 0,87% para 0,90% de uma semana para outra ante taxa de 0,62% verificada há um mês. No caso de dezembro, a taxa permaneceu em 0,85%. Quatro semanas atrás estava em 0,71%. Já as expectativas para a inflação suavizada 12 meses à frente voltaram a cair, passando de 7,08% para 6,99% - quatro edições atrás estavam em 6,70%.

Selic

O mercado financeiro ajustou sua estimativa para a Selic ao fim do ano que vem e agora não tem mais dúvidas de que a taxa básica da economia ficará inalterada no patamar atual de 14,25% ao ano ao longo de todo 2016. A mediana das previsões do Relatório Focus para dezembro do ano que vem saiu de 14,13% ao ano para 14,25% aa depois que a última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do ano manteve a Selic inalterada, mas com dois votos dissidentes de alta (0,50 pp).

O foco do BC para a meta é o ano de 2017. Entre os economistas que mais acertam as projeções para o rumo da taxa básica de juros, o grupo Top 5 no médio prazo, a estimativa para 2016 seguiu em 13,00% aa pela quarta vez consecutiva.

Dólar

Pela segunda semana consecutiva, o Relatório de Mercado Focus trouxe que as expectativas dos analistas para praticamente todos os horizontes e medições do dólar ficaram inalteradas.

De acordo com o boletim, a moeda deve chegar ao final deste ano comercializada a R$ 3,95, como na semana passada. Um mês antes, a mediana das previsões estava em R$ 4,00. O câmbio médio de 2015 também permaneceu em R$ 3,39 de uma semana para outra - quatro edições da pesquisa atrás, a mediana das expectativas estava em R$ 3,40.

Para o encerramento de 2016, a mediana das estimativas para o dólar seguiu em R$ 4,20 pela sexta semana seguida. Já o ponto central da pesquisa para a cotação média de 2016 caiu de R$ 4,11 (valor anotado quatro semanas atrás) para R$ 4,10 de uma semana para outra.

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