Após mais de uma semana de negociações intensas em Atenas, havia a esperança de que um acordo fosse alcançado na noite passada. Os representantes dos bancos credores - o americano Charles Dallara e o francês Jean Lemierre - reuniram-se com o premier Lucas Papademos e seu ministro das Finanças durante a manhã, e retornaram à mesa de negociação no fim da tarde.
O governo grego consultou os sócios na zona do euro, mediante uma teleconferência com diretores do Tesouro ou secretários de Finanças dos países que compartilham a moeda única. O objetivo da negociação é que os banqueiros perdoem 100 bilhões de euros da dívida pública grega, para evitar a quebra desordenada do país, que poderia lhes custar muito mais.
Paralelamente às negociações para reduzir parte da dívida em mãos privadas, a Grécia também negociava com seus credores institucionais, a União Europeia e o FMI, para desbloquear um segundo plano de resgate e manter em pé suas finanças.
Na Itália, outro país da Eurozona que enfrenta uma crise da dívida, o governo de Mario Monti estudava, no conselho de ministros, um amplo programa de liberalização de vários setores (táxis, farmácias, distribuição de gasolina, gás e profissionais liberais), para reativar a economia. Em Portugal, sob ajuda financeira da União Europeia e do FMI, como a Grécia, o premier, Pedro Passos Coelho, disse hoje que o país atravessa "um momento realmente crítico", embora espere registrar este ano um superávit comercial, com o qual relançará a economia.
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