A Associação Brasileira do Carbono Sustentável (ABCS) começa a debater o futuro do carvão mineral no RS e prepara uma reunião junto com a Fiergs para a segunda quinzena de março para incluir o carvão no projeto de desenvolvimento do Estado que está sendo revisado pela Secretaria Estadual de Desenvolvimento. Detalhes do encontro serão discutidos nesta quinta-feira, 18.
O presidente da ABCS, Fernando Zancan, assinala que o RS tem 89% das reservas brasileiras de carvão (54% da energia nacional) e não pode abrir mão dessa fonte. Ressalta ainda que o carvão “tem baixa participação”, de 0,3%, nas emissões nacionais de gases de efeito estufa. “O carvão representa segurança energética por ser barato, disponível e capaz de complementar a intermitência das fontes renováveis”, conclui.
No contexto internacional, enfatizou a nota da ABCS, "a COP30 reforçou, conforme disposto no Acordo de Paris, a necessidade de uma transição energética gradual, realista e aderente às questões energéticas de cada país". Zancan ainda observou que "países como Estados Unidos, China e Índia continuam investindo em carvão aliado a tecnologias de mitigação". A Índia, exemplificou, "adicionou 7,2 GW de capacidade a carvão em 2025 para reforçar sua segurança energética”.