Economia

Reunião do Sincodiv-RS destaca utilização de inteligência econômico-fiscal no setor automotivo

Encontro contou com a participação de agentes da Receita Estadual e apontou o melhor primeiro semestre de vendas no setor desde 2019

Jefferson Fürstenau, presidente do Sincovid-RS, conduziu a reunião sobre o tema
Jefferson Fürstenau, presidente do Sincovid-RS, conduziu a reunião sobre o tema Foto : Camila Cunha

A utilização de dados de inteligência econômico-fiscal para a identificação de oportunidades de negócios e tomada de decisões em investimentos futuros foi o tema principal da reunião da Diretoria do Sindicato dos Concessionários e Distribuidores de Veículos do Rio Grande do Sul (Sincodiv-RS) realizada nesta quarta-feira, na sede da entidade. No encontro, também foram atualizados os resultados do setor no primeiro semestre deste ano, com o melhor desempenho em vendas desde 2019.

A Secretaria Estadual da Fazenda, através da Receita Estadual, apresentou ferramentas disponibilizadas de forma gratuita e aberta em seu site. O presidente do presidente Sincodiv-RS, Jefferson Fürstenau, que também atua como CEO da Sun Motors, ressaltou a importância da utilização destes dados pelo setor automotivo. “Esse mapa econômico apresenta quais as melhores oportunidades de desenvolvimento e ajuda muito nossos empresários a identificar por onde investir”, avaliou.

A apresentação das ferramentas foi feita pelo chefe da sessão de Análises Econômico-Fiscais da Receita Estadual, Michel Camara. Entre as funcionalidades das plataformas, como o Radar do Mercado Gaúcho, estão o auxílio na identificação de cenários econômicos de diversos segmentos e como eles dialogam com os demais setores, como a distribuição e comercialização de veículos. A ferramenta utiliza dados contabilizados a partir do programa da Nota Fiscal Gaúcha.

Segundo Camara, a análise feita pelas ferramentas aponta os produtos em que há dependência do mercado externo e as oportunidades que podem ser melhor exploradas no RS. “É uma ferramenta de inteligência de mercado. Nela, a gente evidencia algumas oportunidades de investimentos, como produtos que são demandados e que temos uma dependência de fora. A proposta dessa ferramenta é trazer insumos suficientes para a tomada de decisões, mostrando oportunidades novas para o setor”, apontou.

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Melhor primeiro semestre desde 2019

O presidente Sincodiv-RS ainda apresentou detalhes do desempenho do setor automotivo no primeiro semestre de 2026. Entre janeiro e junho, foram 106,5 mil veículos comercializados no Rio Grande do Sul, com um aumento de 3,1% se comparado com o mesmo período do ano anterior. Segundo Fürstenau, esse é o melhor desempenho do setor desde 2019, ainda que alguns números sejam puxados por retrações de outros segmentos, como o agronegócio.

Ao todo, foram 57 mil automóveis vendidos, com crescimento de 9,5%, com o RS ocupando o 6º lugar no ranking nacional. Já na categoria de comerciais leves, foram 12,7 mil unidades comercializadas, com queda de 12,9%, também em 6º no país. Nos caminhões, foram 4 mil veículos vendidos, uma queda de 18,6%, em 5º lugar no Brasil. Nestas duas categorias, os números apresentam refletem as dificuldades vividas pelo agro gaúcho.

No segmento de ônibus, foram 700 unidades vendidas, com queda de 15,2%, em 6º no ranking nacional. Em implementos, foram 3,3 mil unidades comercializadas, com queda de 4,7%, em 4º no país. Já no segmento de motocicletas, foram 21,3 mil vendidas, com um aumento de 4,18%, mas o RS ocupando apenas 19º lugar no ranking.

Esse tema é justamente um dos pleitos da entidade, que busca a isenção do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) para motocicletas de até 200 cilindradas. No Sul do Brasil, o RS é o único estado sem algum tipo de política de isenção do tributo para esse tipo de veículo.

Outra demanda apresenta na reunião foi o pedido para melhores condições tributárias, principalmente com relação ao Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) na comercialização de veículos de test drive, quando estes são comercializados antes do prazo de um ano.

Ainda assim, Fürstenau explica que os resultados foram reflexo do aumento da presença de marcas eletrificadas no mercado, assim como a aquisição de veículos elétricos ou híbridos por parte dos gaúchos. “Estamos diante da maior evolução do setor automotivo”, concluiu.

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