Na sequência surgem a Indústria de Transformação, 11,4%, Artes, cultura, esporte e recreação, 11,1%, e Transporte, armazenagem e correio (10,6%). Já o número de pessoas ocupadas era de 3,4 milhões , o que equivale a 6,7% do país.
O Rio Grande do Sul estava na quarta posição em pessoal ocupado total (6,6%), assalariado (6,3%) e em salários e outras remunerações (6,0%). Acre, Roraima e Amapá apresentaram as menores participações nessas variáveis, com índices oscilando entre 0,1% e 0,3%.
Setor de Eletricidade e gás remunera melhor no Estado
A maior remuneração média mensal gaúcha era no setor de Eletricidade e gás: 8,2 salários mínimos. Já a mais baixa estava na área de Alojamento e alimentação, com média mensal de 1,5 salários mínimos. “É um setor que paga mais, até porque o nível de escolaridade é mais alto. Essa área também ocupa por mais tempo e, por isso, a média costuma ser mais elevada”, explicou o tecnologista em análise socioeconômica do IBGE, Luciano Moraes Braga.
Cerca de R$ 62 bilhões foram pagos a funcionários e prestadores de serviço no Rio Grande do Sul, o que representou 5,9% do total pago no Brasil em 2011 (R$1.041 bilhões). O assalariado gaúcho ganha em média 3,1 salários mínimos. O Rio Grande do Sul ocupa a sexta colocação, atrás do Distrito Federal (6,5), Rio de Janeiro (3,8), Amapá (3,8), São Paulo (3,7) e Roraima (3,4). O rendimento do trabalhador também está abaixo da média nacional: 3,2 salários mínimos.
Comércio lidera empregos em Porto Alegre
Entre as capitais, Porto Alegre tinha média de 4,4 salários mínimos (quinta posição, juntamente com Palmas), perdendo para Brasília (6,3 salários mínimos), Florianópolis (4,8 salários mínimos), São Paulo (4,6 salários mínimos) e Rio de Janeiro (4,5 salários mínimos).
O setor de Comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas era a principal seção de atividade da Capital, com 32,39%. “É um tendência nacional. De um modo geral o Brasil inteiro é um grande empregador na área de comércio, que precisa de muitas pessoas para trabalhar”, ressaltou Braga.
O Cempre é composto por cerca de 15,7 milhões de empresas e outras organizações formais e 17,2 milhões de unidades locais (endereços de atuação), sendo 87,0% entidades empresariais e os 13,0% restantes estão distribuídos entre órgãos da administração pública e entidades sem fins lucrativos.