O crescimento do PIB no Brasil deverá ser de 3,3% enquanto no Estado a previsão é de 5,1%. O cenário para o próximo aponta 7,6% o crescimento na agropecuária no país, 2,3% na indústria total e 3,2% no setor de serviços.
A Fiergs projeta o PIB gaúcho em 28% na agropecuária, e 2,7% na indústria total e nos serviços. No caso do Rio Grande do Sul, a surpresa positiva pode vir através de uma contribuição mais positiva da indústria, puxada pela retomada dos investimentos, em âmbito nacional, e do comércio exterior.
Em 2012, o desempenho da economia brasileira ficou bastante abaixo do esperado. Entre os fatores da queda estão problemas relacionados à economia interna: a baixa produtividade e a incapacidade de destravar os investimentos, bem como de tornar efetivas as políticas de estímulo ao setor produtivo. “São questões da microeconomia brasileira que têm pesado mais para o baixo crescimento do que os acontecimentos na economia mundial”, ressaltou Müller.
Conforme o chefe da unidade de estudos econômicos da Fiergs, André Nunes de Nunes, em 2012 o PIB vai apresentar a segunda menor taxa de crescimento em 13 anos. Os fatores que levaram à estagnação da economia brasileira são uma combinação de baixa competitividade, crise internacional, redução do nível investimento e um maior endividamento das famílias. “O setor de serviços, principal vetor do crescimento nos últimos anos, registrou desaceleração”, comentou Nunes.
Para a indústria, o ano de 2012 foi negativo. O resultado do PIB do primeiro semestre trouxe um fato preocupante: a indústria de transformação teve a menor participação no PIB brasileiro na história recente. O segmento representou 12,5% do PIB no segundo trimestre de 2012, sendo que no mesmo período de 1995 a participação era de 20,7%. Apesar da desaceleração econômica, os dados do mercado de trabalho evidenciam a menor taxa de desemprego da história do país: 5,7% na média entre janeiro e outubro.