Os preços, no Rio Grande do Sul, apresentaram uma redução menor (-0,7%) que a nacional (-2,1%). Como consequência desses resultados, o valor exportado pelo Estado registrou uma evolução também bem inferior (-6,9%) à observada no País (-1,7%). Esse desempenho colocou o RS em quinto lugar entre os maiores estados exportadores — abaixo de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Paraná —, representando 7,44% das exportações nacionais.
As exportações da indústria de transformação registraram queda de 521,4 milhões de dólares no acumulado do ano (reduções de 6,1% em valor e 6,3% em volume, com um crescimento de 0,2% em preços), enquanto as exportações agropecuárias reduziram-se em 290 milhões de dólares (-12,4% em valor, -8,0% em volume e -4,8% em preços).
Dentre os principais produtos exportados pela agropecuária, destacam-se as reduções de 214,7 milhões de dólares das vendas de grãos de soja (-12,1% em valor, -18,3% em volume e crescimento de 7,5% em preços) e de 81,8 milhões de dólares das exportações de trigo (-18,1% em valor, -2,4% em volume e -16,1% em preços).
Na indústria de transformação, salientam-se os decréscimos de 244,9 milhões de dólares das exportações do setor de alimentos e bebidas (-8,7% em valor, -6,2% em volume e -2,7% em preços), de 210,1 milhões de couros e calçados (-28,1% em valor, -30,4% em volume e aumento de 3,4% em preços), de 131,1 milhões de derivados de petróleo (-65,7% em valor, -74,4% em volume e acréscimo de 33,9% em preços) e de 122 milhões de produtos químicos (-9,2% em valor, -5% em volume e -4,4% em preços).
No setor de alimentos e bebidas, destacam-se as reduções de 103 milhões de dólares das exportações de carne de suínos, de 96,6 milhões de carne de frangos, de 45,8 milhões de farelo de soja e de 40,5 milhões de óleo de soja. Por outro lado, houve crescimento de 115,8 milhões de dólares das exportações de moagem e produtos amiláceos, especialmente de arroz. Destacam-se, positivamente, para o desempenho da indústria de transformação, os aumentos de 156,7 milhões de dólares das vendas do setor de fumo (18,1%% em valor, 26,3% em volume e -6,5% em preços) e de 71 milhões das exportações de máquinas e equipamentos (8,6% em valor, -9,6% em volume e 20,1% em preços).
No que diz respeito aos principais destinos das exportações do Estado, no acumulado do ano houve reduções de 218,4 milhões de dólares para a Argentina (-20,2%), de 80,8 milhões para o Paraguai (-20,9%) e de 69,4 milhões para a Arábia Saudita (-33,2%). Como destaques positivos, registram-se os crescimentos de 86 milhões de dólares para os Estados Unidos (11,0%), de 80,2 milhões (61,8%) para os Emirados Árabes Unidos, de 50,3 milhões para a Nigéria (57,1%) e de 46,4 milhões para o Chile (22,4%).
No resultado mensal, as exportações alcançaram um valor de 1,77 bilhão de dólares, que representou uma redução de 15,2 milhões (-0,9% em valor, -0,5% em volume e -0,4% em preços) em relação ao valor de 1,79 bilhão de dólares exportado no mesmo mês do ano anterior. No País, houve uma redução de 1,2 bilhão de dólares (-5,6% em valor, 1,8% em volume e -7,3% em preços). No mês, o Estado ocupou a quarta posição nas exportações nacionais — abaixo de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro —, com uma participação de 8,43%.
Destaca-se, no mês, a queda, em relação a julho do ano anterior, das exportações da indústria de transformação (-100,6 milhões de dólares), com destaque para os setores de química (-78,6 milhões) e de alimentos e bebidas (-42,6 milhões). Na agricultura, houve crescimento das exportações de soja (61,1 milhões). Considerando-se os países de destino, destacam-se as reduções para a Argentina (-66,7 milhões de dólares) e para os Países Baixos (-28,5 milhões) e os crescimentos para a China (45,1 milhões de dólares) e para o Chile (28,4 milhões).