A concorrência do ônibus com o avião ficou evidente. Se a viagem entre São Paulo e cidades do Nordeste leva de dois a três dias pela estrada, o avião faz o mesmo em três horas por preços equivalentes. A classe C trocou as plataformas pelos portões de embarque.
"Há dez anos, tínhamos cinco, seis horários para o Recife. Hoje temos um", diz o gerente de vendas da Viação São Geraldo, Paulo Anselmo. E o que também explica a falta de público nos trechos de longa distância é a queda na migração - pesquisa feita pela LCA Consultores mostra que o êxodo do Nordeste para São Paulo caiu pela metade desde os anos 1990.
Enquanto as aéreas ganham no preço - a passagem para Maceió sai a R$ 279 na promoção, por exemplo -, as viações vendem por R$ 300 e não podem fazer muito para mudar. "Ônibus paga ICMS; avião, não. E não dá para ter serviço de bordo, essas coisas que oneram mais ainda o bilhete", diz Paulo Anselmo.