Economia

Rota Fiergs debate novas prioridades para indústria da Região Metropolitana durante encontro em Canoas

Composta por 49 municípios, a área concentra mais de 10 mil indústrias e cerca de 173 mil vínculos empregatícios; os números representam cerca de 20% da base e dos empregos industriais do RS

Segundo Bier, o Sistema Fiergs representa mais de 52 mil indústrias gaúchas
Segundo Bier, o Sistema Fiergs representa mais de 52 mil indústrias gaúchas Foto : Fernanda Bassôa/ Especial CP

O Sistema Fiergs promoveu nesta quarta-feira mais uma edição do Rota Fiergs 2026, apresentando a evolução das demandas priorizadas no ano passado e abrindo um novo ciclo de escuta qualificada junto às lideranças locais. O encontro foi realizado em Canoas e propôs uma discussão sobre as novas necessidades da Região Metropolitana, que passarão a compor o planejamento estratégico da entidade ao longo deste ano. Composta por 49 municípios na organização adotada pelo Sistema Fiergs, o que inclui regiões Metropolitana, Carbonífera, Costa Doce e Litoral Norte, a área concentra mais de 10 mil indústrias e cerca de 173 mil vínculos empregatícios.

Os números representam cerca de 20% da base e dos empregos industriais do estado. Entre os segmentos mais representativos destacam-se a construção civil, a indústria de alimentos e o setor metalmecânico. A iniciativa permite a identificação de novas urgências e oportunidades para o desenvolvimento regional. O evento do Rota Fiergs reuniu o presidente do Sistema Fiergs, Claudio Bier, diretores e vice-presidentes da instituição, além de coordenadores dos conselhos e comitês temáticos da Federação, presidentes de sindicatos, autoridades regionais e representantes das indústrias locais.

Na abertura do encontro, Bier destacou o papel importante que a Região Metropolitana possui para o desenvolvimento econômico e industrial do Rio Grande do Sul. "Estamos falando de uma região marcada pela força de inúmeras cadeias produtivas que ajudam a movimentar a economia, gerar oportunidades e desenvolver as comunidades." O presidente ainda enfatizou que o Rota Fiergs nasceu com o propósito de ouvir as regiões, aproximar a entidade das lideranças locais e transformar demandas em encaminhamentos concretos.

Em 2025, foram apresentadas as prioridades, que tratavam, em sua maioria, de infraestrutura logística, contenção de cheias, qualificação profissional, defesa institucional e valorização da cadeia produtiva gaúcha. "No encontro realizado no ano passado identificamos pautas importantes para a Região Metropolitana. Hoje, voltamos não apenas para apresentar o andamento dessas pautas, mas principalmente para abrir um novo momento de escuta, identificando novos desafios e novas oportunidades. O Sistema Fiergs representa mais de 52 mil indústrias gaúchas. Um setor responsável por cerca de 27% do PIB do Rio Grande do Sul, 55% da arrecadação de ICMS e mais de 860 mil empregos diretos. Mas, acima dos números, estamos falando de pessoas."

Segundo Bier, a proposta é que o Sistema Fiergs esteja cada vez mais alinhado com sindicatos e lideranças regionais para defender pautas comuns e construir um ambiente melhor para produzir, investir e crescer. Na sequência, o diretor do Sesi, Senai e IEL-RS, Claudio Gastal, detalhou os investimentos realizados na região. Junto com a diretora-geral do Sistema Fiergs, Ana Paula Werlang, apresentou o portfólio de serviços disponibilizado pela entidade, dividido nos pilares de inovação, atração de talentos, competitividade e reconstrução da indústria. Durante a programação, Gastal e Ana Paula listaram os atendimentos feitos com relação às demandas apontadas em 2025.

PRIORIDADES DA REGIÃO PARA 2026

Por fim, os participantes elegeram cinco novas demandas para as quais esperam atuação do Sistema Fiergs. São elas: articulação institucional da entidade junto ao governo do estado para criação de ambiente favorável e de incentivos fiscais para a indústria poder investir e expandir seus negócios; articulação institucional junto ao poder público e promoção das PPPs para a solução de gargalos logísticos e ações de desassoreamento de rios para prevenção de futuros eventos climáticos; apoio, promoção e ampliação da visibilidade do Parque Tecnológico de Canoas como ambiente de inovação e desenvolvimento industrial; fortalecimento de apoio institucional ao desenvolvimento e à competitividade do setor de eletroeletrônicos; e desenvolvimento de soluções em tecnologia, pesquisa e inovação voltadas à aplicação de novas tecnologias das pequenas e médias indústrias da região metropolitana.

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