Economia

RS é terceiro estado em adesão ao programa de proteção do emprego

Cinco empresas gaúchas ingressaram com pedido de redução de jornada

O Programa de Proteção do Emprego (PPE) atingiu 32,6 mil trabalhadores no Brasil e 80 empresas solicitaram adesão. Deste total, 37 já tiveram o pedido deferido. O Rio Grande do Sul está em terceiro lugar com cinco empresas que solicitaram adesão, atrás de São Paulo com 57 pedidos e de Minas Gerais com oito empresas interessadas. O anúncio foi feito pelo ministro do Trabalho e Previdência Social, Miguel Rossetto, durante apresentação do balanço do PPE nesta terça-feira.

De acordo com Rossetto, mais de R$ 96 milhões foram disponibilizados em contrapartidas do programa e os principais setores contemplado foram o automobilístico, o fabril e o da construção civil. O presidente da Federação das Indústrias do Estado (Fiergs), Heitor Müller, disse que o PPE vai exatamente na direção da modernidade, alterando paradigmas. “Uma de suas qualidades é a de flexibilizar, mesmo que seja e temporariamente, algumas medidas importantes para que as empresas possam superar o atual momento de dificuldades”, acrescentou.

Já o presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT/RS), Claudir Nespolo, afirmou que o PPE em um período de crise da economia se apresenta como uma melhor solução do que o lay-off - quando ocorre a suspensão temporária dos contratos de trabalho pelas empresas. “O programa é uma boa alternativa porque garante a estabilidade do trabalhador”, destacou.

O programa sancionado pela presidente Dilma Rousseff no dia 19 de novembro prevê a redução temporária da jornada de trabalho, com diminuição de até 30% do salário. Para isso, o governo federal paga a redução salarial, usando recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT). As solicitações ao PPE podem ser feitas pelo site do Ministério do Trabalho até 31 de dezembro de 2016, e o programa terá validade até o final de 2017.

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