Economia

RS gerou em agosto 33% do total de empregos criados no mesmo período em 2010

Indústria fumageira fechou mais de 5 mil vagas só em Venâncio Aires e Santa Cruz do Sul

O número de pessoas com carteira assinada no Rio Grande do Sul cresceu 0,23% em agosto, em relação a julho, mas a economia gaúcha gerou, no mês passado, o equivalente a um terço em relação ao que havia criado, em empregos, no mesmo período em 2010. Foi o que revelaram, nesta quarta-feira, dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados do Ministério do Trabalho. Foram gerados 5.609 postos, em agosto deste ano, contra 15.675, no ano passado.

O resultado decorreu do desempenho dos setores de Serviços (+4.810 postos), do Comércio (+2.143 postos), da Construção Civil (+1.296 postos) e da Agropecuária (+1.102 postos), cujos saldos superaram a queda da Indústria de Transformação (-3.533 postos).

As atividades ligadas à indústria de processamento do fumo, que suprimiu 3.673 postos, e à fabricação de produtos do fumo, que cortou 1.419 postos, puxaram o resultado para baixo. Só em Venâncio Aires e Santa Cruz do Sul, as maiores cidades do pólo fumageiro instalado no Vale do Rio Pardo, o mês fechou com saldo negativo de mais de 5 mil vagas. Porto Alegre, Caxias do Sul, Vacaria, Santa Maria e Erechim foram as que apresentaram, nessa ordem, os maiores saldos positivos. 

Na série ajustada, já incorporando os números fornecidos fora do prazo, nos primeiros oito meses de 2011, o Rio Grande do Sul admitiu 103,4 mil pessoas a mais do que demitiu. É o segundo melhor resultado da região Sul, superado pelo Paraná. Nos últimos 12 meses, a economia gaúcha bateu a paranaense, criando 140,7 mil postos no mercado de trabalho.

Ministro admite que País não atinge marca de 3 milhões de empregos novos em 2011

No Brasil, 190,4 mil postos de trabalho com carteira assinada foram gerados em agosto, um crescimento de 0,51% em relação ao estoque de trabalhadores de junho. Nos oito primeiros meses do ano, foram gerados 1,82 milhão de empregos formais, o terceiro melhor resultado da série histórica, perdendo para 2010 (2,19 milhões) e para 2008 (1,94 milhão).

“Tivemos em agosto uma média maior que a registrada normalmente no mês, que fica em torno de 185 mil empregos gerados. O número já é melhor que o de julho e minha expectativa é que setembro seja melhor do que agosto, assim como outubro", afirmou o ministro do Trabalho, Carlos Lupi. Ele projetou alta nas contratações na Indústria de Produção de Alimentos e no Comércio, por conta do fim do ano, disse que o crescimento do emprego está acima do registrado pelo PIB, mas admitiu: "Vamos ter uma geração menor que 3 milhões de empregos como eu havia previsto, ficando acima dos 2,7 milhões".

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