O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta quinta-feira novos números do desemprego no Brasil. A taxa de desemprego aumentou em todas as Unidades da Federação (UFs) na passagem do quarto trimestre de 2025 para o primeiro trimestre de 2026, segundo os dados da pesquisa.
Segundo a instituição, no primeiro trimestre de 2026, o Rio Grande do Sul teve o terceiro maior percentual de empregados com carteira assinada: 80,5%.
O Estado só é superado pelos números encontrados em Santa Catarina (86,7%) e São Paulo (82,1%). As menores taxas foram encontradas no Maranhão (53,4%), Piauí (53,7%) e Pará (55,9%).
A respeito dos números nacionais, o instituto pondera que algumas dessas variações ficaram dentro da margem de erro da pesquisa, por isso não são consideradas estatisticamente significativas. Houve expansão de forma estatisticamente significativa em 15 das 27 Unidades da Federação no período.
Na média nacional, a taxa de desemprego subiu de 5,1% no quarto trimestre de 2025 para 6,1% no primeiro trimestre de 2026. Em São Paulo, a taxa de desemprego passou de 4,7% para 6,0% no período.
No primeiro trimestre de 2026, as maiores taxas de desocupação foram as do Amapá (10,0%), Alagoas (9,2%), Bahia (9,2%), Pernambuco (9,2%) e Piauí (8,9%), enquanto as menores ocorreram em Santa Catarina (2,7%), Mato Grosso (3,1%), Espírito Santo (3,2%), Paraná (3,5%) e Rondônia (3,7%).
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Por sexo e cor
A taxa de desocupação por sexo foi de 5,1% para os homens e 7,3% para as mulheres no primeiro trimestre de 2026. Já a taxa de desocupação por cor ou raça ficou abaixo da média nacional (6,1%) para os brancos (4,9%) e acima para os pretos (7,6%) e pardos (6,8%).
A taxa de desocupação para as pessoas com ensino médio incompleto (10,8%) superava as taxas dos demais níveis de instrução. Para as pessoas com nível superior incompleto, a taxa foi 7,0%, quase o dobro da verificada para o nível superior completo (3,7%).
No primeiro trimestre de 2026, a taxa composta de subutilização (percentual de pessoas desocupadas, subocupadas por insuficiência de horas trabalhadas e na força de trabalho potencial em relação a força de trabalho ampliada) foi de 14,3%. Piauí (30,4%) teve a maior taxa, seguido por Bahia (26,3%) e Alagoas (26,1%). As menores taxas foram em Santa Catarina (4,7%), Mato Grosso (6,7%) e Espírito Santo (7,0%).
O percentual de desalentados (frente à população na força de trabalho ou desalentada) no primeiro trimestre de 2026 foi de 2,4%. Maranhão (10,3%), Alagoas (9,2%) e Piauí (7,6%) tiveram os maiores percentuais, enquanto os menores estavam em Santa Catarina (0,3%), Rio Grande do Sul (0,7%) e Goiás (0,7%).