Discutir novos paradigmas e propostas para a construção de cidades melhores foi pauta do seminário Diálogos Capitais “Direitos da Cidadania: Economia Criativa, Modelos para um País Desenvolvido”, nesta terça no Novotel, em Porto Alegre. A série de debates, realizados em várias capitais, visa a extrair uma agenda comum, suprapartidária e inovadora à sociedade brasileira, de acordo com a publisher da Carta Capital, Manuela Carta. “A Economia Criativa estimula discussões para várias situações das metrópoles”, acrescentou. Porto Alegre foi escolhida para sediar um dos encontros em função das soluções apresentadas em diversos setores da indústria criativa, disse Manuela.
O conceito de Economia Criativa e as iniciativas adotadas pelo Gabinete de Inovação e Tecnologia foram temas do prefeito, José Fortunati. “Trata-se de um conceito que vem ganhando espaço nos últimos anos entre teóricos que pensam a cidade de uma forma diferenciada e entre empreendedores. É um conceito que abre novos mercados e gera emprego e renda, além de ser responsável por inclusão social e desenvolvimento humano”, frisou.
Atualmente há no mundo 7 bilhões de pessoas que, até 2050, serão 9 bilhões, mas apenas 3 bilhões tem qualidade de vida adequada, assinalou o jornalista da Carta Capital e diretor da Envolverde, Dal Marcondes. Será necessária, disse ele, criatividade para encontrar soluções definitivas, por exemplo, sobre o uso de combustíveis fósseis. “É necessário trazer a discussão econômica sem deixar de lado questões humanas e ambientais, como o descarte de lixo. Cerca de 4 milhões de pessoas ainda precisam de acesso ao consumo e também à educação, saneamento, saúde, para viver minimamente bem”, salientou.
Na Mesa de Diálogos sobre “Inovação, fomento e desenvolvimento de novos modelos”, o diretor de Negócios da Sábia, Demetrius Ribeiro Lima, o diretor regional da IBM, Luís Toledo, e a diretora da Cello Comunicação, Andréa de Lima, debateram o aprimoramento das indústrias criativas das grandes cidades e sobre como utilizar as informações e a comunicação na melhoria da qualidade de vida da população.
“Temos um trilhão de dispositivos conectados a Internet e dos dados criados até hoje, 90% foram gerados nos últimos dois anos. A aplicação da tecnologia só vem para ajudar na organização e na construção de um melhor ambiente nas grandes cidades e na qualidade de vida da população como um todo”, analisou Toledo.
Belém (PA) será sede do próximo seminário Diálogos Capitais Metrópoles Brasileiras,em dezembro. Todas as edições do evento têm inscrição gratuita. O evento é promovido pela Editora Confiança, Instituto Envolverde e revista Carta Capital.
Seminário em Porto Alegre discute economia criativa para as metrópoles
Série de debates nas capitais busca promover agenda inovadora na sociecade brasileira