Economia

Senado dos EUA adia para este domingo a votação da dívida

Novo plano dos democratas deve compensar aumento do limite da dívida com cortes de gastos

O líder da maioria do Partido Democrata no Senado americano, Harry Reid, propôs ontem adiar para às 13h local (14h de Brasília) deste domingo a votação do plano para evitar um default. Para isso, ele alegou dificuldades em chegar a um acordo com os republicanos. "As negociações estão em curso na Casa Branca para evitar uma moratória da dívida catastrófica no país. Há muitos elementos a serem discutidos e ainda há uma distância a percorrer", explicou.

Os detalhes do acordo ainda estão sendo negociados, mas um conselheiro comentou que o objetivo é compensar qualquer aumento do limite da dívida com cortes de gastos. O assessor, que falou sob condição de anonimato, disse que na nova proposta, o teto da dívida aumentaria para 2,8 trilhões de dólares, com 1 trilhão de cortes de gastos imediatos.

O plano também pretende estabelecer uma comissão especial bipartidária com a finalidade de recomendar cortes equivalentes ao 1,8 trilhão restante. O grupo deverá fazer as recomendações antes do feriado do Dia de Ação de Graças, em novembro, acrescentou a fonte. Se o Congresso não aprovar essas recomendações até o final de dezembro, provocará cortes automáticos, incluindo na defesa e na saúde.

A economia dos EUA atingiu o seu teto legal da dívida de US$ 14,3 trilhões (ou seja, quase 100% do PIB) em 16 de maio e tem utilizado os gastos e ajustes contábeis para continuar operando.

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