Em 2010, o segmento Assuntos Financeiros ultrapassou o setor de telecomunicações (TV a Cabo e telefonia), que totalizava a maioria das queixas registradas no órgão até 2009. “Com a portabilidade dos telefones, que facilitou a troca de operadora e a manutenção do mesmo número do aparelho, as empresas de telefonia passaram a atender melhor os clientes”, explica o diretor-executivo do Procon, Omar Ferri Júnior. “Já a redução do contingente de reclamações de empresas de TV a Cabo diminuiu após a implementação da Lei dos SACs”, acrescentou.
As principais reclamações da área de Assuntos Financeiros se referem a problemas com empréstimos seguidos das queixas sobre cartão de crédito. Em relação a empréstimos, as principais reclamações envolvem problemas com a liberação de reserva de margem consignável e emissão tardia de boletos para quitação de débitos - impedindo o pagamento antecipado da dívida. Em relação aos cartões de crédito, predominam as queixas a respeito de cartões não solicitados emitidos pelas operadoras, que dificultam o cancelamento do serviço.
Confira outros números divulgados, hoje, pelo Procon da Capital:
* Desde 2008, os fiscais vistoriaram 11 mil estabelecimentos comerciais, como postos de gasolina, shoppings, hipermercados, minimercados, bares, restaurantes, vitrines e revendas de veículos.
* Para averiguar a afixação de preços em vitrines e as formas de pagamento à vista, os fiscais visitaram em 2010 cerca de quatro mil pontos comerciais, notificando 455 e autuando 357 lojas.
* Neste ano, 410 pesquisas de acompanhamento de preços em supermercados foram realizadas na Capital, além de 727 visitas a postos de revenda de carros.
* Desde 20 de setembro, o Procon assumiu a incumbência de fiscalizar a lei da fila nos bancos, que prevê espera máxima de 15 minutos em dias normais e 20 minutos em vésperas de feriado ou durante o pagamento da folha salarial do funcionalismo público. Desde então foram vistoriadas 116 agências, 11 delas foram notificadas a se adequar à Lei e dez autuadas por reincidência da infração.
* No final de outubro, o Procon passou a coibir o comércio irregular de gás de cozinha na Capital, retirando de circulação os vasilhames à venda sem o devido licenciamento. Foram notificados e autuados 21 estabelecimentos clandestinos com a apreensão de 211 botijões, em parceria com a Secretaria Municipal da Produção, Indústria e Comércio (Smic).