"Havendo renda, a tendência é uma pressão sobre os preços dos serviços. Aumento dos serviços é um sinal do aumento de renda", ressaltou Eulina Nunes dos Santos, coordenadora de Índices de Preços do IBGE. "Na verdade, serviços continuam subindo. Já subiam em 2010 e subiram ainda mais em 2011; ficaram mais pressionados."
O aluguel residencial teve alta de 11,01% no ano, com impacto de 0,31 ponto porcentual na inflação de 2011. Já o item empregado doméstico subiu 11,37%, com impacto de 0,40 ponto porcentual. Cabeleireiro teve variação de 9,88% e impacto de 0,10 ponto porcentual, enquanto manicure e pedicure aumentou 11,29%, com impacto de 0,04 ponto. "O aluguel pressionou bastante nesse último ano. Isso mostra a escassez de imóveis no País", apontou Eulina.
Os preços administrados também contribuíram com boa fatia para o IPCA de 2011, um impacto de 1,79 ponto porcentual, ou seja, 28% da taxa de 6,5% do período. Ficaram mais caras as taxas de água e esgoto (8,30%), gás encanado no Rio de janeiro e em São Paulo (9,45%), ônibus urbano (8,44%), táxi (9,55%) e energia elétrica residencial (3,97%), entre outros itens.