Economia

Setor de serviços empregou 12,5 milhões de pessoas em 2013, diz IBGE

Dados foram publicados nesta quarta-feira

O setor de serviços brasileiro é formado por 1,2 milhão de empresas que movimentam R$ 1,3 trilhão em receita operacional líquida e ocupam 12,5 milhões de pessoas. A média é de dez pessoas ocupadas por empresa, que pagam R$ 254 bilhões em salários. O salário médio do setor é de 2,3 salários mínimos mensais. Essas e outras informações sobre a estrutura produtiva do setor de serviços não financeiros do país foram divulgadas nesta quarta-feira na Pesquisa Anual de Serviços (PAS), conduzida pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), relativas a 2013.

O setor despendeu quase metade (49,2%) do valor adicionado sob a forma de gastos com pessoal. Os salários representaram 20,2% da receita operacional líquida gerada no setor, enquanto que os encargos trabalhistas (Previdência, FGTS, PIS, indenizações, rescisões, benefícios) responderam, em 2013, por 30,7% do total dos gastos com pessoal.

O grupo dos serviços prestados principalmente às famílias é constituído por um grande número de empresas de pequeno e médio porte que, em 2013, ocuparam, em média, sete pessoas, pagando os menores salários médios mensais (1,4 salário mínimo) do setor. Com 239.807 empresas, os serviços de alimentação apresentaram a maior parcela do número de empresas, da receita gerada (65,1%), dos salários, retiradas e outras remunerações pagos (60,1%), e do pessoal ocupado (1,7 milhão de pessoas). Com a maior média de pessoas ocupadas por empresa (13), os serviços de alojamento, por sua vez, apresentaram o maior salário médio (1,7 salário mínimo) e a maior produtividade (R$ 36.124, ante a média de R$ 28.736 para o segmento serviços prestados às famílias).

Com 36,4% do setor, os serviços de informação e comunicação apresentaram o maior índice de concentração econômica, sendo que as atividades de telecomunicações (66,6%) e serviços audiovisuais (51,6%) foram as mais concentradas. No segmento serviços profissionais, administrativos e complementares em 2013, a pesquisa estimou a existência de 386.375 empresas (31,3% do total dos serviços), que foram responsáveis pela maior parcela de pessoas ocupadas, 5,1 milhões de pessoas (41,0%); pela maior massa salarial, R$ 93,1 bilhões (36,7%); e pelo maior valor adicionado nos serviços não financeiros, R$ 254,3 bilhões (34,1%).

O grupo serviços de manutenção e reparação reúne empresas predominantemente de pequeno porte, que ocuparam, cada uma, em média, quatro pessoas em 2013. As atividades desse segmento encontram-se em um mercado considerado economicamente desconcentrado (11,6%). Já o segmento de atividades imobiliárias apresentou média de 5 pessoas ocupadas por empresa e salário médio mensal de 2,1 salários mínimos, com 42.272 empresas.

A região Centro-Oeste destacou-se por obter crescimento da receita bruta de serviços (67,7%), da massa salarial (89,0%) e do pessoal ocupado (66,9%) superior ao estimado para as demais regiões. Já o Sudeste concentrou, em 2013, a maior parcela da receita bruta de prestação de serviços (R$ 902,3 bilhões, 65,5%), dos salários, retiradas e outras remunerações pagos (R$ 166,2 bilhões, 65,5%) e do pessoal ocupado (7,4 milhões de pessoas, 59,0%). Esta região também pagou uma média salarial mensal mais elevada (2,6 salários mínimos) em relação à média nacional.

A Pesquisa Anual de Serviços analisa a estrutura produtiva do setor de serviços não financeiros no país. Além de apresentar dados importantes para se compreender o comportamento do mercado formal de serviços, as informações da pesquisa subsidiam o cálculo do Produto Interno Bruto (PIB).

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