O Sindicato dos Concessionários e Distribuidores de Veículos do Rio Grande do Sul (Sincodiv-RS) apresentou, nesta segunda-feira, o resultado das vendas de veículos no Rio Grande do Sul referentes ao mês de junho, com destaque para o desempenho do primeiro semestre de 2024. Os dados mostram um crescimento significativo em vários segmentos, refletindo a recuperação do mercado automotivo após as enchentes que assolaram o Estado em maio e o recuo das vendas em todos os municípios gaúchos.
“Já sabíamos que o mês de junho teria alto índice de recuperação, em função do resultado 65% menor de maio em relação a abril. Parte desta recuperação se deu pelos veículos sinistrados da enchente, cerca de 30% das pessoas têm seguro veicular e muitos adquiriram novos veículos”, comenta Jefferson Fürstenau, presidente do Sincodiv/Fenabrave-RS.
Para o dirigente, que também é CEO da Kia Sun Motors, a paralisação do DetranRS, impossibilitado de realizar emplacamentos, e as concessionárias afetadas pelas inundações – cerca de 300, aponta a entidade – puxaram os números para baixo. “Maio foi um mês perdido, mas temos que destacar que estamos muito felizes com este semestre.”
Fürstenau também destacou que as vendas totalizaram 79.763 unidades no acumulado do semestre, representando um crescimento de 5,72% em comparação com o mesmo período de 2023. Em junho de 2024, foram vendidos 18.507 veículos, um aumento de 227,56% em relação ao mês anterior.
Sobre a recuperação do setor, a direção do Sincodiv-Fenabrave entende que são necessárias medidas de apoio dos governos federal e estadual, tanto na liberação de linhas de financiamento como para assegurar a manutenção de empregos.
“Já tivemos quatro reuniões com o BNDES e estamos esperando o dinheiro com juros subsidiados para que a gente possa fazer a reconstrução. Do governo federal, queremos uma legislação que favoreça, um incentivo para que se mantenham os empregos aqui no RS. Do governo do Estado, esperamos que se defina a regra, o setor automotivo está fazendo parte ou não da isenção tributária? Espero que isso seja desvendado nos próximos dias, porque não tem um ofício da Secretaria da Fazenda dizendo que o setor automotivo está contemplando”, finaliza o presidente Fürstenau.