Economia

Sindicato dos auditores fiscais anuncia nova operação padrão no Aeroporto Salgado Filho

Segunda ação em menos de 20 dias deve causar novos atrasos em voos internacionais da capital

Auditores-Fiscais reivindicam recomposição salarial e revogação de atos recentes do governo federal
Auditores-Fiscais reivindicam recomposição salarial e revogação de atos recentes do governo federal Foto : Juan Link / Sindifisco / Divulgação CP

Em continuidade ao movimento nacional da categoria, o Sindicato dos Auditores-Fiscais da Receita Federal (Sindifisco Nacional) anuncia uma nova operação padrão no Aeroporto Internacional de Porto Alegre. A ação, que ocorre nesta terça-feira, 27, a partir das 20h, deve provocar atrasos de até três horas nos embarques e desembarques de voos internacionais na Capital.

A operação ocorrerá também em aeroportos de outros seis estados ao longo da semana: Florianópolis (SC), Confins (MG), Galeão (RJ), Brasília (DF), Salvador (BA), Viracopos (SP).

Essa é a segunda operação realizada nos terminais em menos de 20 dias — a primeira aconteceu no dia 8 de maio — e integra uma mobilização mais ampla, promovida em aeroportos de todo o país. Há quase seis meses em mobilização, os Auditores-Fiscais seguem reivindicando a recomposição salarial e a revogação de atos recentes do governo federal que impactam diretamente a remuneração da categoria.

Segundo o Sindifisco Nacional, os servidores receberam reajuste de 9% em 2023, conforme previsto no pacote de aumento do funcionalismo público. No entanto, as perdas inflacionárias acumuladas desde 2016 já somam 28%. Além disso, os auditores pedem a revogação de dois atos normativos assinados em 30 de abril deste ano, que representam uma redução de 10% no bônus de produtividade da categoria.

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“Estamos há quase meio ano pleiteando algo que é direito de qualquer trabalhador, ter sua remuneração reajustada conforme a inflação. Porém, o retorno por parte do Governo Federal é insuficiente para o que entendemos como razoável. Sabemos os impactos de uma operação padrão, seja para as empresas aéreas ou para os passageiros. No entanto, esperamos que essa medida sensibilize o Ministério de Gestão e Inovação (pasta responsável pela negociação salarial) e o Ministério da Fazenda para que esse impasse seja resolvido o mais brevemente possível”, afirma o Auditor-Fiscal Diogo Loureiro, Diretor do Sindifisco Nacional.

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