Economia

Sindicato pede aumento de 7,54% no frete em setembro

Diesel e mão de obra contribuíram para o reajuste<br />

A Comissão de Equilíbrio Concorrencial do Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas e Logística no Estado do Rio Grande do Sul (Setcergs) recomendou o reajuste do frete em 7,54%, a partir de 1º de setembro. O percentual toma por base o Índice Nacional da Variação de Custo do Transporte Rodoviário de Cargas Fracionadas (INCTF), apurado em 12 meses, segundo a Associação Nacional de Transporte de Cargas e Logística (NTC & Logística). O coordenador da Comissão, Jaime Krás Borges, ressaltou, ainda, que o INCTF acumulado no primeiro semestre do ano (fevereiro a julho/2013) já chega de 5,6%.

"Já o Índice Nacional da Variação de Custos do Transporte Rodoviário de Cargas Lotação (INCTL) foi de 6,81% em 12 meses", acrescentou o empresário, que é vice-presidente de Transporte do Sindicato. A orientação da Comissão de Equilíbrio é de que as empresas que não repassaram os aumentos anteriores na totalidade, e que ainda tenham resíduos, que adicionem ao INCTF ou INCTL o acumulado no período.

Diesel e mão de obra contribuíram para o reajuste

Segundo a NTC & Logística, contribuiu para os números o aumento do preço do diesel, com variação de 10,88%, passando de R$ 2,104 para R$ 2,333 por litro. O custo da mão de obra também pressionou. O dissídio em 2013, segundo a entidade, foi em geral superior à inflação do período. No caso de São Paulo, o índice de reajuste foi de 10%.

Para a Associação Nacional, um custo não captado pelo índice é o referente às mudanças na mão de obra do setor. A lei 12.619, conhecida como Lei do Descanso, que entrou em vigor em junho de 2012 e que regulamenta a profissão do motorista empregado ou autônomo, trouxe aumentos "significativos" no custo operacional das empresas de logística. De acordo com estudos, esse aumento variou de 14,98% a 28,92%, dependendo da operação de transporte.

Taxa de Restrição de Trânsito

A Comissão de Equilíbrio Concorrencial do Setcergs também recomenda a cobrança da Taxa Restrição de Trânsito (TRT) em centros urbanos, como as capitais. “Até o momento a taxa era somente cobrada em São Paulo e no Rio de Janeiro. A sugestão é de que ela também seja aplicada em Belém, Belo Horizonte, Brasília, Curitiba, Salvador e Porto Alegre, em função das dificuldades de mobilidade urbana.


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