Um balanço da parceria entre o Brasil e os Países Baixos em ações de desenvolvimento de fontes e energias renováveis foi objeto da segunda edição do Ciclo de Diálogos Internacionais, com o tema “RS e Países Baixos: Negócios internacionais e inovação para o futuro das energias renováveis”. Em parceria com o Escritório Neerlandês de Apoio aos Negócios no Sul do Brasil (NBSO Porto Alegre), o evento ocorreu na manhã desta terça-feira no auditório da sede da entidade, com a presença de lideranças de empresas neerlandesas com atuação global em energias renováveis e soluções sustentáveis, com a proposta de fortalecer a cooperação entre os dois países e o Rio Grande do Sul com as conexões comerciais e incentivo aos avanços no setor.
O ciclo também contou com a presença de Pablo Terres, gerente comercial para América do Sul na empresa Mammoet; Cora de Koning, CEO da Greenmolen B.V; William Boger, gerente de vendas e desenvolvimento de negócios na Bright Renewables; Alessander Kormann, diretor técnico para América Latina na Fugro e Ángel García, gerente de negócios da XINTC Electrolysers.
Daniela Cardeal, presidente do Sindienergia-RS, afirmou que o objetivo do programa de diálogos internacionais visa a comunicar as relações que estão ocorrendo com os países parceiros do desenvolvimento das energias renováveis. “A Holanda tem sido um grande parceiro. Há mais de três anos nós já viemos conversando, apresentando modelos diferentes e potenciais do Rio Grande do Sul, buscando informações de parcerias na Holanda, e hoje nós realmente podemos entregar aqui todas as conversas que estão acontecendo nesses últimos 3 anos”, afirma.
Entre as ações já feitas, estão visitas para conhecer parques eólicos offshore e nearshore, criação de um programa específico de relação entre Holanda e Brasil, o Green Policy Partnership, que está trazendo desdobramentos dentro do projeto que está sendo feito com o Porto de Rio Grande, o programa Porto Verde. Também foi criado um programa específico, chamado Field Lab, em parceria com a embaixada da Holanda do Porto de Rotterdam do Rotterdam Partners. A presidente também salientou a parceria com representantes como da indústria e de órgãos licenciadores, como com a Portos RS, em ações para a indústria renovável de baixo carbono, com a Invest RS e com a Fepam.
Caspar van Rijnbach, representante-chefe da NBSO Porto Alegre, ressaltou a parceria com o Sindienergia e a potência do estado para o desenvolvimento de fontes e energias renováveis. “Já faz muito tempo de trabalho em conjunto, e hoje é mais um dia pra gente aprimorar cada vez mais essas colaborações, entre empresas holandesas e entidades ou empresas brasileiras, especificamente do Rio Grande do Sul”, diz. “É uma área que a Holanda tem trabalhado muito e que o Brasil, claro, é uma potência enorme quando a gente está falando de várias fontes e energias renováveis”, diz.
Ele ressaltou que, nas duas últimas décadas, os Países Baixos mudaram sua estrutura voltada para as forças para renováveis em mais de 50%, e, nas suas palavras, vai mudar ainda mais. O plano estratégico em relação ao hidrogênio verde prevê que os Países Baixos estejam em nuvem em carbono em 2050, e até 2030, 21 GW em offshore eólico e até 2050, 70 GW, sendo que neste momento está em 4,7. Também, de 3 a 4 GW em hidrogênio verde.
"A gente tem trabalhado muito com offshore em petróleo e gás, aqui no Brasil também, com outras empresas neerlandesas nessa área. E isso ajuda a ter não somente a infraestrutura, mas também a capacidade para trabalhar offshore nessas questões", afirma.
As cinco empresas presentes no ciclo trataram de ações que estão contribuindo em relação à economia verde, não somente na Holanda, mas em possibilidades de construção dentro do Brasil. “Tem até empresas que vieram da Holanda para cá para ver esse evento, acho que destaca muito a importância que a gente tá dando para essa relação com Sindienergia o Rio Grande Sul, que é um estado com uma potência enorme de energia renovável”, complementa van Rijnbach.
"Nós já estivemos algumas vezes na Holanda e a gente já teve comitivas algumas vezes vindo para cá. Se a gente hoje está conseguindo dar o próximo passo de efetivação de alguns programas, alguns projetos que estavam sendo desenhados, não só por esse trabalho incansável, mas também porque a gente tem tido excelentes parceiros", completa Daniela.