Uma das mais antigas e respeitadas entidades sindicais patronais do setor industrial gaúcho, o Sindicato das Indústrias de Celulose, Papel, Papelão, Embalagens e Artefatos de Papel, Papelão e Cortiça do Rio Grande do Sul (Sinpasul) está completando neste mês o seu 80º aniversário. Para celebrar a data, a entidade promoveu jantar comemorativo na noite desta terça-feira, em Porto Alegre.
O encontro contou com a presença do presidente, Walter Rudi Christmann, do presidente do Sistema Fiergs, Gilberto Porcello Petry, do vice, e presidente eleito para o triênio 2024/2027, Claudio Affonso Amoretti Bier, e de representantes de diferentes setores da indústria gaúcha, em especial de empreendimentos responsáveis pela fabricação de celulose e papel. Além de marcar mais este importante momento de sua trajetória, iniciada em 14 de julho de 1944, o Sinpasul destacou números que comprovam sua importância para a economia do Rio Grande do Sul.
O Estado conta com 320 indústrias do ramo em atividade, sendo uma fabricante de celulose, 10 produtoras de papel e quatro de caixas e chapas de papelão ondulado, atuando as demais na área de transformação, produzindo sacaria de papel e outras embalagens e artefatos diversos. O setor gera 10 mil empregos diretos e indiretos, e contribui na formação do PIB gaúcho com aproximadamente 2% do total.
Conforme o presidente do sindicato, Walter Rudi Christmann, a indústria de celulose e papel registra desempenho positivo no Brasil devido ao crescimento do consumo em escala mundial, acompanhando o aumento da população. O dirigente também destaca o momento favorável desta atividade no Rio Grande do Sul, com o anúncio do protocolo de estudos e intenções junto ao governo do Estado para a implantação de uma segunda unidade industrial para a produção de celulose pelo grupo chileno CMPC no município de Barra do Ribeiro.
“Apesar de o Estado não estar vivendo um momento muito bom, a gente há de reconhecer que a crise é bastante grande, o setor de celulose e papel tem ainda a comemorar. Estamos numa perspectiva deste investimento, e isso vai alavancar o setor”, entende.
Christmann entende que, na medida em que este projeto for consolidado, novos empreendimentos tenderão a se instalar no RS, que reúne condições naturais propícias para o desenvolvimento do setor florestal, no que diz respeito a solo e clima e contando com amplas áreas disponíveis para o plantio de eucalipto.
“Se nós não tivermos condições de crescer na área de floresta plantada, o setor fica emperrado. Este é um desafio importante e nós estamos enfrentando com bastante ênfase”, finalizou.