Economia

Sobre um possível efeito do Brexit no Brasil, governo afirma que situação é de solidez e segurança

Ministério da Fazenda citou o volume de reservas internacionais para encarar uma possível instabilidade externa

Ministério da Fazenda citou o volume de reservas internacionais para encarar uma possível instabilidade externa
Ministério da Fazenda citou o volume de reservas internacionais para encarar uma possível instabilidade externa Foto : Valter Campanato / Agência Brasil / CP
Diante da decisão do Reino Unido de deixar a União Europeia (UE), o Ministério da Fazenda afirmou nesta sexta-feira, que a situação no Brasil é de "solidez e segurança porque os fundamentos são robustos". Em nota, a pasta assegurou que o País está preparado para "atravessar com segurança períodos de instabilidade externa".

A Fazenda elencou o expressivo volume de reservas internacionais e o ingresso de investimento direto estrangeiro, em quantidade suficiente para financiar as transações correntes, como mostras dessa segurança.

As condições de financiamento da dívida pública brasileira também permanecem sólidas em meio à volatilidade nos mercados financeiros, que se dá "em função de eventos externos", diz a Fazenda. "O Tesouro Nacional conta com amplo colchão de liquidez. A dívida pública federal é composta majoritariamente de títulos denominados em reais." A pasta menciona também as "medidas fiscais estruturantes de longo prazo" apresentadas pelo governo. "A recente melhora nos indicadores de confiança e na percepção de risco do país reflete essas ações", afirma.

Temer não acredita em impacto político

O presidente em exercício, Michel Temer, acredita que a decisão do Reino Unido não traz nenhum impacto político ao Brasil. Quanto aos efeitos econômicos, na sua avaliação, é preciso esperar. Ele acredita que o que pautou a disputa foram temas ligados à intolerância religiosa e xenofobia, mas não espera que isso deve se acentuar nem se espalhar pelo mundo. O presidente em exercício também não acredita que haverá retrocessos com relação à globalização, embora prejudique a unidade entre os estados. "Na medida que caem as barreiras alfandegárias, tributárias, de passaportes, você caminha para uma federação de estados. Nesse sentido, a saída do Reino Unido quebra esta possibilidade."

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