A SPH investiu na sinalização náutica do canal de acesso e ampliou a captação de projetos para a área. Já é possível ver o resultado a partir do aumento de movimentação do terminal: de janeiro ao final de abril, serão 63,8 mil toneladas de produtos — 13,8 mil a mais do que o mesmo período de 2012.
O superintendente Pedro Obelar explica que o Rio Grande do Sul está em um período de supersafra, o que requer aumento no consumo de insumos. O Porto de Porto Alegre também lucrou com o incremento do transporte de fertilizantes, grãos e sal.
Nos últimos dias, três embarcações de grande porte operaram simultaneamente e envolveram mais de 300 trabalhadores na descarga dos navios e transporte dos produtos até as indústrias de beneficiamento. Entre os navios estava o Arosa, de bandeira maltesa, com mais 9 mil toneladas de sal, vindas de Areias Brancas (RN). Para cada embarcação, são necessários cerca de 40 caminhões para descarregamento e mais 25 homens para cada turno de seis horas. Até o fim do mês, mais cinco cargueiros devem atracar na Capital.
Além do Arosa, atracaram no Cais Navegantes de Porto Alegre os navios AP Slano, das Ilhas Marshall, com o descarregamento de 10,6 mil toneladas de fosfato monoamônico, originários do Porto de Tampa, Estados Unidos,
e o liberiano Almeria, que trouxe 12,5 mil toneladas de superfosfato simples e triplo, do Porto de Ashdod, em Israel.
SPH estimula a vinda de empresas
A SPH tem 26 ações de reintegração de posse da área do Porto de Porto Alegre e boa parte delas já está ganha. “Estamos incentivando a utilização dessa região por empresas”, afirmou o superintendente de Portos e Hidrovias,
Pedro Obelar. Dentro desse projeto está o grupo Ecovix-Engevix Construções Oceânicas, que deverá ser o
primeiro a implantar uma unidade no terminal. A empresa produzirá módulos de plataformas de exploração de petróleo e gás. A expectativa é gerar 600 empregos diretos e 1,5 mil indiretos.
Representantes da Koch Metalúrgica, por exemplo, já entregaram documentos para o encaminhamento de processo à Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq). O objetivo é firmar um contrato de uso temporário da região do terminal.
Alunos da Escola de Comando e Estado Maior do Exército do Rio de Janeiro vieram a Porto Alegre em busca de alternativas para a logística de suprimento, manutenção e saúde das unidades militares. Eles ficaram surpresos com as possibilidades. Segundo o supervisor de Segurança do porto, Cláudio Neves, há capacidade de descarga e armazenamento em armazéns e área aberta. O Exército poderia explorar o terminal como rota de seus projetos.