O subsecretário da Fazenda do Rio Grande do Sul, Leonardo Maranhão Busatto, se reuniu com representantes do Tesouro Nacional, em Brasília, para tentar a renegociação da chamada dívida extralimite do Estado. O objetivo é repactuar ao menos R$ 2,5 bilhões o pagamento dos valores que consomem cerca de R$ 40 milhões por mês das contas do Piratini.
As dívidas extralimite foram aquelas contraídas após a renegociação da dívida dos Estados com a União, em 1998. São contratos com BNDES, Banco do Brasil, Banco Mundial, Banco Interamericano de Desenvolvimento e com a própria União. “Pela proposta que a gente trouxe agora, a gente conseguiria economizar até R$ 300 milhões por ano, pelos próximos 4 anos. A nossa ideia é obter autorização do Tesouro Nacional para fazer uma reestruturação dessa dívida, especialmente com BNDES e com a União, que nos cobram juros mais altos, com prazo de pagamento mais curto, do que eu teria com um organismo internacional. Queremos trocar uma dívida mais cara por uma dívida mais barata”, explicou o subsecretário.
Novos encontros devem ser realizados nas próximas semanas sobre o tema. Isso porque não houve definição hoje, uma vez que os técnicos da Secretaria Nacional do Tesouro solicitaram novos estudos antes de aceitar ou rejeitar a proposta.
A reunião desta quinta é uma prévia para um encontro do titular da pasta, Giovani Feltes, com o ministro da Fazenda Joaquim Levy, na próxima terça-feira. Além da pauta das dívidas extralimite, a dívida consolidada com a União e o decorrente bloqueio das contas decorrente do não pagamento em dia, como ocorreu em agosto e setembro.
Subsecretário da Fazenda busca em Brasília renegociação da dívida extralimite do RS
Projeção é economizar até R$ 300 milhões por ano, caso proposta seja aceita