• Brasileiros que se declaram negros somam 8% da população
À exceção do Norte, em que houve queda de 0,8%, todas as regiões brasileiras apresentaram aumento do contingente de pessoas que trabalham, sendo o maior de 1,2%, no Nordeste. Quase metade do total nacional, o contingente do Sudeste cresceu 0,4%, menos do que o Centro-Oeste (0,5%) e o Sul (0,9%), única região brasileira em que o total de desocupados procurando trabalho caiu (-2,2%).
No Norte, houve uma elevação do contingente de pessoas sem trabalho em 17,2%, com um acréscimo de cerca de 86 mil. Em números absolutos, a maior alta foi a do Sudeste, com mais 211 mil desocupados, o que correspondeu percentualmente a 7,8%.
Em números absolutos, o crescimento da população que trabalha foi maior, apesar da diferença em pontos percentuais, já que, no país, há cerca de 95,3 milhões de pessoas ocupadas e 6,7 milhões de pessoas desocupadas procurando trabalho. O contingente de ocupados cresceu algo em torno de 562 mil pessoas, enquanto o de desocupados, por volta de 450 mil.
"A gente vê que, embora tenha ocorrido um aumento da população ocupada, com mais pessoas trabalhando, houve uma pressão grande no mercado de trabalho de pessoas se inserindo e procurando trabalho, o que fez com que a taxa de desocupação apresentasse um aumento em relação ao ano anterior", disse Maria Lucia Vieira, gerente da Pnad.
A população em idade ativa do Brasil, com mais de 15 anos, foi estimada em 156,6 milhões de pessoas, das quais 102,5 milhões integrantes da população economicamente ativa (65,5%), grupo em que estão incluídos os ocupados e os desocupados procurando trabalho. Os outros 54,1 milhões (34,5%) são a população não economicamente ativa, grupo que não trabalha nem procura emprego. De 2012 para 2013, o total em idade ativa cresceu 1,6%, com um aumento de 2,9% da população não economicamente ativa (PEA) e um de 1% da economicamente ativa (PNEA).
O menor percentual da população economicamente ativa em relação ao total está no Nordeste, onde a taxa de atividade foi estável, entre 2012 e 2013, em 62,7%. No Sul, que possui a maior taxa de atividade, houve uma oscilação de 68,9% para 68,5%. Entre a PEA, o Nordeste também possui a maior taxa de desocupação, que cresceu de 7,6% para 8%. A menor foi a do Sul, com queda de 4,2% para 4%.
Entre as pessoas desocupadas, caiu em um ponto percentual o número de mulheres, que chegou a 56,9%. Os pretos e pardos – como são caracterizados pela Pnad - representavam 60,6% dessa população em 2013, mais do que os 59,9%, em 2012. Cresceu, também, o número de pessoas que estão procurando o primeiro emprego, de 30,5% para 31,3%. A Pnad apurou, ainda, queda no percentual de desocupados que não concluíram o ensino médio, de 53,2% para 50,8%. O mesmo ocorreu entre jovens de 18 a 24 anos que apresentou uma variação de 34,6% para 32,6%.
Número de trabalhadores com carteira assinada aumenta 3,6%
Em 2013, o número de empregados com carteira de trabalho assinada no setor privado cresceu 3,6% em relação a 2012. Eram 36,8 milhões de trabalhadores, 1,3 milhão a mais na comparação com o ano anterior. No levantamento feito pelo (IBGE) 76,1% dos empregados do setor privado tinham carteira de trabalho assinada.
Em 2013, dos 60,1 milhões de empregados (com exceção dos trabalhadores domésticos), 80,6% estavam no setor privado. No setor público (19,4%), a maioria eram militares e funcionários públicos estatutários (61%).
O aumento do emprego com carteira de trabalho assinada no setor privado ocorreu em todas as regiões, sendo os maiores acréscimos registrados nas Regiões Nordeste (6,8%) e Sul (5,3%).
A comparação entre 2008 e 2013 mostrou que as Regiões Nordeste e Centro-Oeste apresentaram os maiores percentuais de expansão de trabalhadores com carteira de trabalho assinada no setor privado, 30,1% e 34,5%, respectivamente. Nas Regiões Sudeste e Sul, a proporção de empregados com carteira de trabalho assinada ultrapassou 80%.
O IBGE relevou ainda que de 2012 para 2013, a proporção de trabalhadores com o ensino fundamental incompleto caiu de 27,9% para 25,7% e a de trabalhadores com nível médio incompleto diminuiu de 6,7% para 6,5%. Em outro sentido, aumentou a proporção dos sem instrução (6,6% para 7%), com fundamental completo (10,3 para 10,5%), com ensino
médio completo (30,0% para 30,4%), com superior incompleto (5,2% para 5,4%) e com superior completo (13,1% para 14,2%).