De acordo com os dados, 32,5% dos consumidores vão comprar preferencialmente os produtos de volta às aulas em supermercados, e 74% devem adquirir os produtos em fevereiro. Para 38,5% dos entrevistados, os supermercados também aparecem como um local alternativo de compra de material escolar. Os preços de artigos de papelaria devem sofrer um acréscimo médio de 6,8%.
A pesquisa, encomendada pela Associação Gaúcha dos Supermercados (Agas), ouviu 200 consumidores e 20 empresários do varejo gaúcho entre os dias 3 e 13 de janeiro de 2012. Os supermercados são líderes em vendas de material escolar no Estado há pelo menos cinco anos, segundo o presidente da entidade, Antônio Longo.
Segundo os consumidores ouvidos pela pesquisa, essa preferência se dá por fatores como comodidade (poder comprar junto com outros itens), citado por 62,1% dos entrevistados, facilidade de comprar no cartão do estabelecimento (35,9%), proximidade de casa (27,6%), preço (20%) e variedade dos produtos (11%).
O levantamento apontou ainda que o gasto médio por família com material escolar aumentou de R$ 76,80 em 2011 para R$ 104,80 neste ano. Cerca de 63% dos produtos de papelaria e material escolar comprados no período serão adquiridos para os filhos, enquanto 30% dos itens típicos de volta às aulas serão comprados para uso próprio. Os gaúchos pretendem comprar, em média, 6,8% a mais este ano do que em 2011.
Segundo Longo, os cadernos mais uma vez são o carro-chefe das vendas. “Pelo menos 75% dos cadernos vendidos em nossas gôndolas serão de personagens infantis licenciados ou ídolos dos jovens. Cada vez mais as crianças e adolescentes exercem poder de decisão na escolha da compra”, explicou o dirigente da Agas. Nas redes maiores, artigos eletrônicos e itens como cartuchos para impressora e pendrives também registram aumento de procura pelos clientes.
O peso das vendas de papelaria e produtos para volta às aulas no faturamento total dos supermercados é de 4,5% em fevereiro e 5,6% em março. A estimativa da Agas é de que seja agregado o montante de R$ 43 milhões ao faturamento dos supermercados gaúchos com a venda de material escolar. Deste total, R$ 8,6 milhões (20%) virão da comercialização de itens produzidos por fábricas do Estado.