Economia

Supermercados gaúchos projetam crescimento de 8,4% nas vendas, aponta a Agas

Estabelecimentos receberão cerca de 20% dos R$ 7,5 bilhões a serem injetados na economia pelo 13º salário

Estabelecimentos receberão cerca de 20% dos R$ 7,5 bilhões a serem injetados na economia pelo 13º salário
Estabelecimentos receberão cerca de 20% dos R$ 7,5 bilhões a serem injetados na economia pelo 13º salário Foto : Vinicius Roratto
A ampliação da diversidade de presentes e o aumento do volume de compras deverão resultar em um crescimento de 8,4% nas vendas de Natal e Ano Novo para os supermercados gaúchos, o melhor período para o setor em faturamento, segundo a Associação Gaúcha de Supermercados (Agas). De acordo com o presidente da Agas, Antônio Cesa Longo, as vendas também serão favorecidas pelo fato de o mês de dezembro ter cinco sábados. “Isso representa um tempo maior e, automaticamente, possibilidade maior de o cliente fazer compras”, afirmou.

Segundo estimativa da Agas, os supermercados vão absorver cerca de 20% dos R$ 7,5 bilhões a serem injetados na economia gaúcha pelo 13º salário. A pesquisa da Segmento mostra que o valor médio gasto pelos gaúchos nos supermercados para a ceia de Natal vai subir, de R$ 269 no ano passado para R$ 282,34 em 2011.

O estudo realizado pelo Instituto Segmento Pesquisas mostra que os supermercados conquistaram espaço como opção de local de compras de presentes. Segundo Longo, de cada três produtos adquiridos para as festas, dois serão comprados em supermercados. “Os gaúchos buscam cada vez mais a comodidade de comprar os presentes e os produtos para a ceia em um só lugar. A variedade de opções do mix, a proximidade de casa e as facilidades nos meios de pagamento serão fatores decisivos para a escolha dos supermercados”, prevê Longo. Dos 19 produtos analisados pelo Instituto Segmento, 12 serão comprados majoritariamente em supermercados pelos gaúchos.

Por isso, os estabelecimentos já encomendaram mais de duas toneladas de aves. Longo assegurou, ainda, que não haverá falta de cerveja. A venda do produto deverá registrar incremento de 9%. As vendas dos espumantes devem crescer 7,6%, com previsão de que 95% sejam oriundos da indústria gaúcha. Já nos panetones, o crescimento deverá ficar entre 12% e 15%. Das oito milhões de unidades que deverão ser comercializadas, 25% são oriundas de produção caseira.

O alerta é em relação à disponibilidade de carne bovina, em especial a costela, que poderá ficar em falta nas últimas semanas antes das festas. Longo aproveitou para criticar as barreiras impostas pela Secretaria Estadual de Agricultura, Pecuário e Agronegócio, que restringe a aquisição de carne com osso de outros estados. “A falta do produto provocará aumento nos valores em média de 15%”, enfatizou.

Presentes

Quase a totalidade dos consumidores ouvidos (98%) pretende dar algum presente neste Natal, principalmente para os familiares. Do total de produtos adquiridos, 27% serão comprados em supermercados, ao valor médio de R$ 134. Segundo os entrevistados, o valor médio gasto em presentes adquiridos em supermercados é um terço menor do que o valor médio despendido em presentes a serem comprados em outros locais (R$ 397). 

Além do valor, o horário ampliado de funcionamento dos estabelecimentos colabora para que o cliente opte pelos supermercados. A compra dos chamados “presentes de última hora” também contribuirá para o aumento das vendas. Entre os presentes, ganha destaque as caixas de bombons. A meta é comercializar 5,5 milhões de unidades até o final do ano.

Os números do Instituto Segmento mostram que, considerando as 19 categorias analisadas, em média, 43,2% dos gastos totais dos gaúchos com as festas de final de ano vão ficar nos caixas dos supermercados. Quanto à forma de pagamento, 53,4% dos gaúchos ouvidos afirmaram que comprarão à vista e 46,6% disseram que vão efetuar alguma compra a prazo. “Outro dado que chama a atenção é que o pagamento com cheque é um comportamento ultrapassado, já que somente 1,9% dos entrevistados pagarão desta forma”, aponta o presidente da Agas.

 O levantamento foi realizado entre os dias 22 e 31 de outubro, quando foram entrevistados 200 consumidores com idades entre 18 e 65 anos e de todas as faixas de renda. Também foram ouvidos 20 supermercadistas do Estado.


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