O pleno emprego, além da ampliação dos períodos festivos e do maior poder aquisitivo da população são fatores que promoveram o crescimento. Longo ressaltou que, mesmo assim, o setor enfrenta dificuldades em relação à tributação e logística, em especial ao pagamento dos pedágios. "É um assalto legalizado", afirmou ele. Além disso, ele citou a dificuldade do setor sobre o trabalho das transportadoras, chegando ao ponto de ser necessário conferir toda a carga.
Um dado de destaque é o aumento no número de empregos, que cresceu 3%, atingindo 86,5 mil pessoas. A pesquisa mostrou ainda que a concentração do faturamento ocorre na Capital e região Metropolitana, com 55%, contra 45% no Interior. As dez maiores empresas do setor correspondem a 56,8% do total do faturamento no Estado. A pesquisa mostrou ainda a expectativa de 44,4% dos supermercados de fazerem algum tipo de investimento, como novas lojas ou reformas, neste ano.
Destaque ainda para o maior volume de pagamentos à vista, por meio de dinheiro ou cartão de débito, apesar de ter representado uma queda em relação ao ano anterior. O uso do cartão de crédito e do pré-datado se manteve estável. Longo ressaltou que cerca de 57% das compras são feitas por meios eletrônicos, mostrando que os consumidores estão usando menos dinheiro em espécie.
O ranking apontou também que os gaúchos estão consumindo mais cerveja, carne suína e de frango, chocolate, iogurte e energéticos. Destaque para o crescimento também nos produtos de pet shop, lava-roupas líquido e linhas integral, diet e light. Já na outra ponta, reduziram a compra de produtos como biscoito, arroz, massas, pilhas e palhas de aço. Para Longo, o desafio será conseguir manter o crescimento, sendo que isso deverá ocorrer por meio da ampliação na oferta de serviços.