Economia

Supermercados gaúchos registraram crescimento de 6,1% em 2011

Faturamento das 207 maiores empresas alcançou R$ 13,9 milhões

Apesar da recessão registrada na economia em 2011, o segmento de supermercados no Rio Grande do Sul teve crescimento de 6,1% no no período. Segundo o ranking da Associação Gaúcha de Supermercados (Agas), divulgado nesta terça-feira, o resultado já descontou a inflação. Em valores nominais, o crescimento foi mais do que o dobro, ficando em 12,61%. Para o presidente da Agas, Antônio Cesa Longo, o resultado levou em consideração as 207 maiores empresas do setor no Estado, que representam faturamento de R$ 13,9 bilhões.

O pleno emprego, além da ampliação dos períodos festivos e do maior poder aquisitivo da população são fatores que promoveram o crescimento. Longo ressaltou que, mesmo assim, o setor enfrenta dificuldades em relação à tributação e logística, em especial ao pagamento dos pedágios. "É um assalto legalizado", afirmou ele. Além disso, ele citou a dificuldade do setor sobre o trabalho das transportadoras, chegando ao ponto de ser necessário conferir toda a carga.

Um dado de destaque é o aumento no número de empregos, que cresceu 3%, atingindo 86,5 mil pessoas. A pesquisa mostrou ainda que a concentração do faturamento ocorre na Capital e região Metropolitana, com 55%, contra 45% no Interior. As dez maiores empresas do setor correspondem a 56,8% do total do faturamento no Estado. A pesquisa mostrou ainda a expectativa de 44,4% dos supermercados de fazerem algum tipo de investimento, como novas lojas ou reformas, neste ano.

Destaque ainda para o maior volume de pagamentos à vista, por meio de dinheiro ou cartão de débito, apesar de ter representado uma queda em relação ao ano anterior. O uso do cartão de crédito e do pré-datado se manteve estável. Longo ressaltou que cerca de 57% das compras são feitas por meios eletrônicos, mostrando que os consumidores estão usando menos dinheiro em espécie.

O ranking apontou também que os gaúchos estão consumindo mais cerveja, carne suína e de frango, chocolate, iogurte e energéticos. Destaque para o crescimento também nos produtos de pet shop, lava-roupas líquido e linhas integral, diet e light. Já na outra ponta, reduziram a compra de produtos como biscoito, arroz, massas, pilhas e palhas de aço. Para Longo, o desafio será conseguir manter o crescimento, sendo que isso deverá ocorrer por meio da ampliação na oferta de serviços.

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