Com sede em São Leopoldo, no Vale do Sinos, a Taurus vai mudar sua principal linha de montagem para os Estados Unidos, em função do tarifaço imposto pelo presidente Donald Trump a produtos produzidos no Brasil. As armas foram um dos grupos taxados pelos Estados Unidos com uma tarifa de 50%. “A companhia acaba de tomar a decisão de começar a transferir para a sua unidade nos Estados Unidos as linhas de montagem (não a fabricação) das armas da família G, principal linha de produto da marca”, disse o CEO da Taurus, Salesio Nuhs, em nota. Questionada sobre possíveis demissões, a empresa não confirmou qualquer desligamento de funcionários.
“Nesse momento, a fabricação das partes e peças das armas da família G, tanto pela Taurus como por fornecedores terceirizados sistemistas, permanecerá no Brasil.” A empresa também destacou que negocia com o governo do Estado a liberação de créditos de ICMS e “conta com essa medida para fortalecer o fluxo de caixa da companhia e compensar parte do impacto da taxação de 50%”.
Desde que o tarifaço foi anunciado, a empresa começou a antecipar as exportações de algumas peças para o mercado americano. Atualmente, a empresa fabrica 2,1 mil armas por dia destinadas ao mercado norte-americano. A partir de setembro, 900 delas devem ser montadas nos Estados Unidos. “Todas essas importantes medidas, assim como possíveis outras, manterão a empresa geradora de resultado, Ebitda e de caixa”, afirmou o executivo. Segundo a companhia, foram garantidos 90 dias de estoque com a antecipação das vendas frente ao tarifaço, o que deu margem de alguns meses para adaptação.
Em outra frente, mas também no campo das exportações, a Chilli Beans informou que deixará de utilizar o dólar americano nas transações com fornecedores chineses e passará a adotar o renminbi, moeda oficial do país asiático. A decisão foi divulgada pelo fundador e CEO, Caito Maia, em um podcast da revista Exame.