A pesquisa de Emprego e Desemprego de Porto Alegre, divulgada nesta quarta-feira pelo Dieese, revelou que em junho a taxa de desemprego total da População Economicamente Ativa (PEA) da Capital diminuiu para 8,6%, na comparação com maio, quando o indicador era de 9,3%.
Conforme o levantamento, o contingente de desempregados, em junho, diminuiu em 4 mil, passando para 64 mil pessoas. A geração de 11 mil postos de trabalho no mês foi suficiente para absorver a entrada de 7 mil pessoas no mercado de trabalho e ainda determinar a redução do desemprego. O estudo apontou que a PEA cresceu um pouco mais que a População em Idade Ativa (PIA) e com isso a taxa de participação passou de 55,6%, em maio, para os atuais 56,0%.
Em junho, o total de ocupados residentes em Porto Alegre aumentou em 1,7% e foi estimado em 676 mil pessoas. Este resultado positivo refletiu no incremento de 7 mil trabalhadores na indústria, 5 mil no comércio e 3 mil na construção civil. Em direção oposta, os serviços registraram retração de 4 mil pessoas no contingente de ocupados.
Por posição ocupacional, houve incremento de 11 mil trabalhadores assalariados em junho. Entre esses, o destaque ficou por conta do setor privado com carteira de trabalho (10 mil trabalhadores a mais); já o setor público se manteve inalterado.
Em maio de 2010, o rendimento médio real do conjunto dos ocupados e do segmento dos assalariados registrou queda de 4,6% e de 2,9%, respectivamente. Em termos monetários, esses rendimentos passaram a ser de R$ 1.657 para os ocupados e de R$ 1.646 para os assalariados.
A massa de rendimentos reais, em maio de 2010, apresentou queda tanto para ocupados (-7,3%) quanto para assalariados (-5,4%). Em ambos os casos, o comportamento negativo decorreu tanto da retração nos rendimentos médios quanto da diminuição no emprego.
Comportamento em 12 meses
A taxa de desemprego total dos residentes em Porto Alegre reduziu de 10,4% da PEA em junho de 2009 para os atuais 8,6%. Nos últimos 12 meses, a estabilidade no nível ocupacional combinada com a saída de 15 mil pessoas do mercado de trabalho determinaram a retração de 15 mil indivíduos na condição de desemprego. A taxa de participação passou de 57,7%, em junho de 2009, para 56%, em junho deste ano.
No período em análise, o nível de ocupação não se alterou. Setorialmente, tal comportamento refletiu aumento da ocupação na Construção Civil (4 mil) e nos Serviços Domésticos e na Indústria (2 mil em cada). No sentido contrário, o Comércio registrou diminuição de 10 mil ocupados.
Por posição na ocupação, em relação a junho de 2009, destacou-se a redução de 7 mil ocupados entre os assalariados. Esse desempenho negativo do assalariamento foi determinado pela diminuição de 13 mil ocupados no setor privado – tanto daqueles com carteira de trabalho quanto dos sem carteira – amenizado pela contratação de 6 mil trabalhadores no setor público. Todas as outras formas de inserção registraram pequenos
aumentos em seus contingentes.
Comparando-se os rendimentos médios reais de maio de 2009 com os de maio de 2010, verificou-se acréscimo tanto para os ocupados (6,5%) quanto para os assalariados (5,9%).
No período de 12 meses terminados em maio de 2010, a massa de rendimentos reais dos ocupados aumentou em 3,9% e dos assalariados em 1,5%. Tanto para os ocupados quanto para os assalariados o desempenho favorável deveu-se exclusivamente pela expansão dos rendimentos médios já que o nível de emprego registrou queda para ambos.
Taxa de desemprego cai na Capital em junho, revela Dieese
Índice caiu de 9,3% em maio para 8,6% em junho deste ano