Economia

Taxa de desemprego tem alta de 0,5% na região Metropolitana

Índice de 7% ainda é o menor para fevereiro desde 1992, aponta pesquisa

O desemprego aumentou em fevereiro na região Metropolitana de Porto Alegre, passando de 6,5% para 7%, segundo a Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED) divulgada nesta quarta-feira pela Fundação de Economia e Estatística (FEE), o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE/RS) e a Fundação Gaúcha do Trabalho e Ação Social (FGTAS).

Apesar da elevação esse ainda é o menor resultado para o mês na série histórica, que iniciou em 1992. Isso ocorre porque em fevereiro há, tradicionalmente, aumento no desemprego, conforme explicou a coordenadora do PED do Dieese/RS, Ana Paula Sperotto. Entre os segmentos que tiveram maiores reduções na região, destaque para a área de serviços (-22 mil pessoas) e da construção civil (-5 mil). Já o crescimento maior no número de empregados ficou com a indústria (+10mil).

Em todo o País, o desemprego aumentou de 9,5% para 10,1% no período. Levando em consideração as sete capitais onde houve o levantamento, além de Porto Alegre, outras quatro registraram a elevação: Distrito Federal, Fortaleza, Salvador e São Paulo. Apenas Belo Horizonte e Rio de Janeiro mantiveram-se estáveis. Além disso, em fevereiro, o nível de ocupação diminuiu 0,5%, o que representou redução de 107 mil vagas de trabalho.

Na avaliação da coordenadora do PED do Dieese/RS, a situação não requer uma preocupação maior porque, na comparação dos últimos doze meses, a média continua inferior. Ela explicou, porém, que nos últimos quatro meses, o volume de ocupação tem apresentado redução.

Neste sentido, Ana Paula acredita que o País passa por um período de estabilidade. “A redução vem sendo grande há anos e, de uma certa maneira, agora, acompanhando a crise internacional, está se acomodando”, afirmou. Mesmo assim, o alerta é em relação a possibilidade de um agravamento da crise nos países desenvolvidos, o que pode gerar algum tipo de reflexo negativo.

Outro dado importante é a redução no número de trabalhadores autônomos. Este índice teve retração de 13 mil trabalhadores, sendo que os assalariados aumentaram 3 mil. Segundo a economista, um dos fatores é a formalização dos profissionais.

Bookmark and Share

Empreendedoras Braskem forma sua quarta turma no RS

O programa é voltado para mulheres que desejam criar ou profissionalizar um pequeno negócio