A construção foi o setor que mais aumentou sua absorção de mão-de-obra (9,6%), com um acréscimo de 11 mil, seguido pela indústria de transformação (1,7%), com elevação de 5 mil empregos. A taxa de desemprego total ficou estável – 7% da População Economicamente Ativa (PEA), mantendo a região Metropolitana de Porto Alegre na segunda posição dos índices mais baixos do país, perdendo somente para Belo Horizonte (4,9%). “Em Minas Gerais, a atividade econômica cresceu mais e isso reflete nos empregos. Desde 2011, perdemos a posição de primeiro lugar”, explicou a estatística do Dieese, Ana Paula Queiroz Sperotto.
Ao mesmo tempo, segundo ela, Belo Horizonte teve um aumento menor do ingresso de trabalhadores no mercado 0,5%. Porto Alegre registrou um índice um pouco mais alto: 0,7%. Na região Metropolitana de Porto Alegre, o total de desempregados em novembro foi estimado em 133 mil pessoas, 1 mil a mais do que em outubro. O ingresso de 13 mil indivíduos na força de trabalho e o aumento de apenas 12 mil ocupados resultou no saldo de 1 mil pessoas sem emprego.
O rendimento médio real do total de ocupados cresceu 1,3%, enquanto que para os assalariados ocorreu variação positiva (0,5%). Os autônomos tiveram variação negativa (-0,3%), após quatro meses de aumentos consecutivos.
Na comparação anual, a taxa de desemprego total na região Metropolitana de Porto Alegre permaneceu em 7% da PEA. Entre novembro de 2011 e novembro de 2012, o índice de desemprego aberto elevou-se de 5,8% para 6,1%.
Considerando as sete regiões pesquisadas no Brasil, a taxa de desemprego total reduziu de 10,5% em outubro para 10% em novembro. Já o nível de ocupação obteve elevação de 0,7%, com a criação de 148 mil postos de trabalho.