A taxa de juros dos empréstimos bancários voltados às famílias brasileiras caiu para 43% em novembro deste ano, no menor patamar da série histórica desde 1994. No mês anterior, o valor estava em 44,2%. Dados divulgados nesta terça-feira pelo Banco Central (BC) mostram ainda uma evolução no volume de empréstimos no período, que passou de 38,9% do PIB (soma das riquezas do país) em 2008 para 44,9% neste ano.
Com a política de redução do Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI) de veículos, grande parte dos empréstimos tomados foi utilizados para a compra de carros. As famílias tomaram R$ 464,8 bilhões em empréstimos durante o ano, crescimento de 18,9% em comparação ao ano passado. O montante foi usado para crédito especial e financiamento de veículos.
Os bancos públicos tiveram crescimento considerável e alcançaram parcela de participação maior que os privados. Enquanto no ano passado os bancos privados ocupavam o topo da cadeia, com movimentações iguais a 16,8% do PIB e os públicos no patamar de 13,8%, em 2009 o cenário se inverteu. Os bancos públicos movimentaram 18,4% do PIB e os privados 18,2%.
Os investimentos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) tiveram grande influência na mudança. As operações do banco cresceram 33,4% em 2009, apenas nos dez primeiros meses foram investimentos de R$ 106,5 bilhões. Apesar do número de empréstimos ter aumentado, o brasileiro conseguiu poupar um pouco mais. O saldo da poupança ficou em R$ 306,5 bilhões, com aumento de R$ 4,5 bilhões somente em novembro, crescimento de 1,2% no mês e de 16% em todo o ano.
As informações são do R7.
Taxa de juros ao consumidor é a menor em 15 anos
Grande parte dos empréstimos tomados em 2008 foi utilizada para a compra de carros