Economia

Taxa de ocupação na indústria gaúcha cresce 1,2% em fevereiro

Estado foi o terceiro em contribuição positiva para emprego industrial, aponta IBGE

Em fevereiro de 2012, o Rio Grande do Sul teve aumento de 1,2% na taxa de ocupação referente à indústria na comparação com janeiro. O Estado foi o terceiro a apresentar as principais contribuições positivas sobre o emprego industrial do País. Antes vieram Paraná (4,4%) e Minas Gerais (2,0%). Os resultados da Pesquisa Industrial Mensal de Emprego e Salário foram divulgados nesta quinta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Os segmentos que mais impulsionaram o total de gaúchos ocupados foram máquinas e equipamentos (10,8%), meios de transporte (8,9%), alimentos e bebidas (2,7%), produtos de metal (5,2%) e máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (6,2%).

No País, o emprego industrial variou 0,1% em fevereiro frente ao mês anterior, na série livre de influências sazonais, após ter registrado -0,2% em janeiro e 0,1% em dezembro. Com isso, o índice de média móvel trimestral repetiu em fevereiro o patamar do mês anterior (0,0%), após quatro meses de taxas negativas nesse indicador, que acumularam perda de 0,7%.

Na comparação com fevereiro de 2011, o emprego industrial apresentou variação negativa de 0,7%, quinto resultado negativo consecutivo nesse tipo de confronto e o mais intenso desde janeiro de 2010 (-0,9%). O índice acumulado nos dois primeiros meses de 2012 recuou 0,6% e intensificou o ritmo de queda observado no último trimestre de 2011 (-0,4%), ambas as comparações contra igual período do ano anterior. A taxa anualizada, índice acumulado nos últimos 12 meses, ao avançar 0,5% em fevereiro de 2012, prosseguiu com a redução no ritmo de crescimento iniciada em fevereiro de 2011 (3,9%).

Em janeiro e fevereiro deste ano, foram registradas taxas negativas em oito dos 14 locais pesquisados e em nove dos 18 setores investigados. São Paulo (-2,9%) apontou o principal impacto negativo no total da indústria, pressionado em grande parte pelas taxas negativas registradas em quinze dos dezoito setores investigados. Após, vieram região Nordeste (-0,9%), Santa Catarina (-1,4%) e Ceará (-3,2%).

Setorialmente, as contribuições negativas mais relevantes vieram de vestuário (-6,4%), calçados e couro (-7,5%), produtos de metal (-5,2%), madeira (-10,8%), borracha e plástico (-4,5%), têxtil (-4,8%) e papel e gráfica (-3,9%). Já os setores de alimentos e bebidas (5,0%), máquinas e equipamentos (2,3%), meios de transporte (2,2%), indústrias extrativas (4,7%) e máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (2,1%) responderam pelos principais impactos positivos sobre o total da indústria.

Os resultados abrangem 18 segmentos industriais, e regionalmente, os seguintes estados e grandes regiões: Pernambuco, Ceará, Bahia, Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul; regiões Norte e Centro-Oeste, Nordeste, Sudeste e Sul.

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