O segundo dia da 25ª Construsul - Feira Internacional da Construção reforçou algumas tendências vistas já na estreia. Expositores estão apostando em produtos altamente tecnológicos, menos agressivos ao meio ambiente e que geram economia significativa tanto para empresas quanto para o consumidor final. A feira segue até sexta-feira nos pavilhões da Federação das Indústrias do RS.
Em soluções estruturais para as obras, por exemplo, uma das empresas participantes é a VerGraf, que apresenta vergalhões de fibra de vidro com grafeno. Presente na Construsul pela quarta edição, representantes da empresa mineira observam que esses materiais, que funcionam como alternativa ao aço, são cinco vezes mais leves e três vezes mais resistentes à tração, além de duráveis, inoxidáveis e com baixa condutividade térmica e elétrica.
O CEO da VerGraf, Manoel Matias, afirma que os vergalhões de grafeno podem ter de 40% a 60% de penetração em uma obra que utiliza aço e, em alguns casos, ainda mais. “Por exemplo, no piso de um centro de distribuição, o produto pode ser utilizado em quase 80% da obra”, assinala. Segundo ele, a utilização do material é “extremamente” vantajosa em razão do peso e do preço do grafeno em comparação com o aço.
“Tem economia do produto em si, porque ele já é mais barato que o aço, e tem uma economia muito mais ampla em toda a cadeia de aplicação. Serão menos profissionais trabalhando, menos custos de frete, de carregamentos e descarregamentos e menos acidentes. Esses ganhos são muito significativos em todo o conjunto da obra”, enfatiza Matias. A economia não é o único benefício do produto, que é considerado ecológico. “Tem uma pegada de carbono muito menor que a do aço. Em uma comparação relativa, quem optar pelo vergalhão de grafeno estará melhorando sua pegada de carbono em até 39%”, detalhou o CEO, ressaltando que o produto faz sucesso no Rio Grande do Sul. “No Estado não temos nenhuma fábrica, e viemos à feira buscar investidores que queiram ser nossos licenciados para fabricar o produto aqui”, explicou.
As máquinas chamaram a atenção da engenheira civil Tamilis Krupp. “Vi bastante inovação em relação a maquinário para automatizar processos. Acho que essa é a maior tendência do mercado para melhorar para o futuro”, avalia. Já para Gislaine de Andrades, assistente administrativa de uma fábrica de contrapesos que usa a sucata como matéria-prima, o mercado seguirá o caminho da sustentabilidade. “A gente vê como tendência o uso de materiais recicláveis”, considera.
Profissionais interessados em visitar a Construsul ainda podem se credenciar gratuitamente por meio do endereço www.feiraconstrusul.com.br. Promovida pela Sul Eventos Feiras Profissionais, o encontro reúne 300 expositores e 41 entidades apoiadoras em uma área de 20 mil metros quadrados. A projeção é receber 30 mil visitantes e movimentar R$ 1 bilhão em negócios.