A expectativa, segundo o executivo, é de que a assinatura ocorra até o fim do mês ou "no mais tardar" até o início de maio. Outra pendência, segundo dele, é a autorização do uso dessas redes para banda larga pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Se for liberado o montante de R$ 1 bilhão por ano, conforme informou o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, na semana passada, Santanna admite que poderá cumprir o patamar de 800 municípios. A capacidade máxima de atendimento dos fornecedores que prestarão serviços para a estatal é de 150 municípios por mês, segundo Santanna.
Do orçamento pleiteado de R$ 600 milhões pela Telebrás em 2010, só foram autorizados R$ 316 milhões, que ainda assim não foram liberados, segundo Santanna. Para 2011, da proposta de R$ 400 milhões, o Congresso Nacional liberou R$ 226 milhões, mas só R$ 50 milhões foram descontingenciados, informou o executivo. O caixa da estatal, segundo Santanna, é de R$ 280 milhões. O presidente da Telebrás participou, nesta quarta, de audiência pública na Comissão de Defesa do Consumidor da Câmara dos Deputados.
Santanna afirmou ainda que está descartada, para este ano, a mudança de governança pretendida pela empresa, que fará com que ela passe a integrar o Novo Mercado da BM&FBovespa. Segundo o executivo, para que isso ocorra, "a empresa precisa ser rentável".