Economia

Três maiores bancos do Brasil negam exposição a Dubai

Moratória em país árabe derrubou bolsas de valores brasileira e europeias

Os três maiores bancos do Brasil disseram nesta sexta-feira que não têm exposição a ativos no conglomerado Dubai World, reforçando os comentários feitos na noite de quinta-feira pelo ministro das Finanças, Guido Mantega. Durante jantar com investidores, Mantega disse que "não acredita que o problema em Dubai terá qualquer impacto nos bancos brasileiros". Contactados, o Banco do Brasil, o Itaú Unibanco e o Bradesco disseram que não têm exposição a qualquer ativo.

O Dubai World, conglomerado controlado pelo governo de Dubai com investimentos em propriedades e serviços financeiros, disse na quarta-feira que ia pedir aos credores uma paralisação de seis meses no pagamento de dívidas. O conglomerado tem cerca de US$ 60 bilhões em ativos e investidores estão preocupados com o que isso pode significar para detentores de bônus e credores, na maioria bancos europeus.

A moratória causou a queda das Bolsas de Valores no Brasil e na Europa em um dia em que o mercado financeiro americano estava fechado devido ao feriado de Ação de Graças. O Índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Ibovespa) fechou em queda de 2,25%, aos 66.391,80 pontos. Em Londres, o índice FT-100 caiu 3,18%; em Paris, o índice CAC-40 perdeu 3,41%; em Frankfurt, o Dax-30 caiu 3,25%; em Madri, o Ibex-35 caiu 2,58%. O dólar disparou 1,39%, cotado a R$ 1,7500.

Além do clima externo adverso, o mercado de câmbio sofreu pressão em decorrência da reunião do Conselho Monetário Nacional. Havia temor de que saísse da reunião alguma medida para conter a valorização do real. De acordo com o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, o CMN não colocou em pauta nenhum voto relacionado ao câmbio.

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