Em 2023, as mulheres recebiam em média R$ 3.607,55 no Rio Grande do Sul, o que representava 79,2% da remuneração dos homens (R$ 4.556,93). É o que apontam os dados do Painel do Relatório de Transparência Salarial, divulgado pelo Ministério do Trabalho. Se contabilizada apenas a remuneração de mulheres negras, a disparidade é ainda maior: elas recebiam R$ 2.705,09, o que representa 41% a menos do que o salário médio dos trabalhadores do sexo masculino.
O levantamento, que é baseado nas informações da Relação Anual de Informações Sociais (Rais), constatou que remuneração média dos empregados gaúchos era R$ 4.145,98 em 2023. No período, havia ao todo 3.076 estabelecimentos com 100 ou mais empregados, e 974.986 vínculos (425.837 mulheres e 549.067 homens).
Outro destaque é em relação aos ganhos das mulheres não negras: segundo o relatório, elas recebiam remuneração superior (R$ 3.774,96) à média dos homens negros (R$ 3.415,48) e inferior a dos homens não negros (R$ 4.804,13), os quais recebiam o maior valor de todas as categorias.
Entre os trabalhadores de serviços administrativos, a diferença de remuneração média entre mulheres e homens é menor (as mulheres recebiam 82,3% da remuneração dos homens). Já entre cargos de dirigentes e gerentes, a diferença é ainda mais significativa: as trabalhadoras recebiam apenas 65% da remuneração dos homens.
Do total de estabelecimentos com 100 ou mais empregados no RS, 27,1% tinham políticas de incentivo à contratação de mulheres (média nacional: 35,3%), 5,3% possuíam políticas de incentivo à contratação de mulheres vítimas de violência (média nacional: 5,5%), 16,9% tinham políticas de incentivo à contratação de mulheres LGBTs (média nacional: 22,3%), 21,4% possuíam políticas de incentivo à contratação de mulheres negras (média nacional: 27,9%) e 19,5%, políticas de incentivo à contratação de mulheres com deficiência (média nacional: 24,3%).