O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e sua equipe consideram a possibilidade de demitir o presidente do Federal Reserve (Fed), Jerome Powell, disse o principal assessor econômico da Casa Branca nesta sexta-feira (18).
"O presidente e sua equipe continuarão analisando o assunto", disse o diretor do Conselho Econômico Nacional, Kevin Hassett, a repórteres quando questionado sobre a possibilidade de demitir Powell, um dia após Trump atacar o chefe do banco central.
Nesta quinta, Trump disse que Powell é "muito lento" na redução das taxas de juros.
"O fim do mandato de Powell não pode acontecer de modo rápido o suficiente", escreveu Trump em sua plataforma Truth Social.
"Tarde demais, deveria ter reduzido as taxas de juros, como o BCE (Banco Central Europeu), há muito tempo, mas certamente deveria reduzi-las agora", escreveu Trump.
O mandato de Powell como presidente do Fed deve terminar em maio de 2026.
- Chineses ironizam a guerra comercial de Trump com memes
- Bolsas da Ásia fecham majoritariamente em alta, em meio à esperança de negociações de tarifas
Após essa declaração, a presidente do Banco Central Europeu, Christine Lagarde, expressou seu apoio a Powell.
"Tenho grande respeito pelo meu amigo e estimado colega Jay Powell", disse Lagarde a repórteres em Frankfurt. "Temos uma relação forte e estável" entre os presidentes dos bancos centrais.
"Um Federal Reserve independente é vital para uma economia saudável, algo que Trump mostrou não ser uma prioridade para ele", escreveu o senador democrata Chuck Schumer no X.
O presidente do Fed alertou na quarta-feira que as tarifas impostas por Trump a praticamente todos os parceiros comerciais poderiam colocar o banco central na posição de ter que escolher entre lidar com a inflação ou o desemprego.
A política tarifária do presidente dos EUA tem deixado investidores e parceiros comerciais nervosos e cautelosos com sua estratégia de longo prazo e o que ela pode significar para o comércio internacional.
Trump pediu repetidamente a Powell que cortasse as taxas de juros, mas o banco central americano adotou uma atitude de esperar para ver, mantendo as taxas estáveis entre 4,25% e 4,5% desde o início do ano.