O primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, defendeu nesta sexta-feira os avanços da proposta de acordo feita pelos credores do país e admitiu que contém medidas "difíceis" e distantes do "pacto eleitoral" de seu partido de esquerda. O chefe do Executivo também reconheceu ter cometido erros durante quase seis meses no poder, mas garantiu ter feito o "humanamente possível".
Em pronunciamento aos deputados gregos, o primeiro-ministro considerou que o país se encontra diante de "opção de alta responsabilidade". Tsipras pediu aos deputados que aprovem o pacote de reformas e financiamentos submetidos aos credores do país. "Este pacote contém muitas ações prioritárias que estão muito longe do nosso pacto pré-eleitoral", admitiu.
Recorrendo à metáfora do chefe guerreiro, que desde janeiro tem enfrentado "batalhas difíceis", com "baixas" mas também "ganhando terreno", Tsipras alertou que as dificuldades não terminarão com o acordo esperado neste final de semana. "A partir de agora, temos pela frente um campo minado, com armadilhas, não posso negar", declarou.
A Grécia terá de fazer um grande esforço orçamentário para obter o terceiro plano de resgate de 74 bilhões de euros solicitado nesta semana aos europeus. Segundo o primeiro-ministro, a proposta que o país submeteu aos credores contém uma série de avanços: "teremos um financiamento de três anos, muito superior aos cinco meses propostos pelos credores no final de junho, um plano de investimentos e, pela primeira vez, temos um debate sério sobre a reestruturação da dívida".
Tsipras admite erros e projeto de acordo "longe das promessas"
Primeiro-ministro grego pediu a deputados que aprovem pacote de reformas e financiamentos submetidos aos credores do país