A Comissão Europeia mencionou, nesta segunda-feira, 5, os “avanços” entre os Estados europeus rumo à aprovação do acordo comercial com os países sul-americanos do Mercosul e espera assiná-lo “em breve”.
Paula Pinho, porta-voz do braço Executivo da União Europeia, não confirmou a data de 12 de janeiro prevista para a assinatura do acordo de livre comércio com Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai, mas assegurou que o bloco está “no caminho certo” para assiná-lo em breve.
O que prevê o acordo UE–Mercosul
Negociado desde 1999, o acordo busca criar uma das maiores zonas de livre comércio do mundo, com mais de 700 milhões de consumidores. O texto prevê a redução ou eliminação de tarifas em setores como indústria, serviços, compras governamentais e propriedade intelectual, ampliando o comércio entre os dois blocos.
Para avançar, o tratado precisa do aval de uma maioria qualificada no Conselho da UE. França, Itália, Polônia e Hungria sinalizam oposição e podem formar uma minoria de bloqueio, enquanto Alemanha e Espanha lideram o grupo favorável à assinatura.
O adiamento
Às vésperas da data prevista para selar o acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia, o tratado voltou a enfrentar divergências entre países do bloco europeu e foi adiado.
O setor agropecuário concentra as maiores resistências em relação ao acordo. Agricultores europeus temem perder espaço com a entrada de alimentos do Mercosul, produzidos em larga escala e, segundo críticos do tratado, sob normas ambientais e sanitárias menos rigorosas do que as exigidas na UE.
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