Com uma capitalização de mercado no valor de 176 bilhões de dólares, a Vale também é cotada nas bolsas de Nova Iorque e Paris. Mais da metade dos 23,31 bilhões de dólares de vendas da Vale no ano passado proveem da Ásia, com quase 38% da China, segundo a empresa. "Ser cotado em Hong Kong incrementará a base de investimentos", comentou à imprensa, em Hong Kong, o diretor financeiro da Vale, Guilherme Cavalcanti. "Esperamos que isso aumente a demanda de nossas ações", acrescentou.
O interesse da empresa pela Ásia se deve ao fato de que esta região realiza importantes investimentos em projetos de infraestrutura, incluindo a construção de novos aeroportos e estradas, acrescentou Cavalcanti. "Isso pode aumentar a demanda de diversos minerais, incluindo o minério de ferro."
O maior produtor mundial de minério de ferro informou no final de outubro que no próximo ano investirá 24 bilhões de dólares para financiar operações e prospecção e desenvolvimento, e para realizar diversos projetos. Guilherme Cavalcanti explicou que a Vale não projeta captar novos fundos em Hong Kong, mas que "essa possibilidade sempre existe no futuro".
A Vale é a maior empresa privada da América Latina, com presença em 35 países. No ano passado, registrou um lucro de 5,142 bilhões de dólares e uma renda líquida de 13,261 bilhões. Nos primeiros nove meses de 2010, a Vale já acumula um lucro de 11,667 bilhões de dólares, o que representa um aumento de 163% em relação ao mesmo período de 2009.
Como a gigante brasileira, empresas de todo mundo vão para Hong Kong como uma porta de entrada para o enorme mercado chinês. Por exemplo, o gigante da mineração russo UC Rusal capto neste mesmo ano em Hong Kong 2,2 bilhões de dólares. A bolsa de Hong Kong está em vias de virar o líder mundial das primeiras cotações na bolsa em 2010. Neste tipo de operações, captou até agora 51,49 bilhões de dólares.