Assim como em outros períodos, os alimentos foram os itens que mais contribuíram para o resultado. A variação média desse grupo foi de -0,88%. Os consumidores que mais se beneficiam com essa baixa dos preços são os de baixa renda, já que, segundo o coordenador da Divisão de Gestão de Dados do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) em Porto Alegre, Márcio Fernando Mendes da Silva, comprometem 40% do orçamento com esse tipo de produto. De todos os alimentos, o que apresentou a maior redução foi o morango, -25,12%, que na semana passada, teve desaceleração de -23,98%.
Nesta edição, cinco das sete classes de despesa componentes do índice apresentaram aceleração em suas taxas de variação, entre as quais se destacam os grupos: Vestuário e Saúde e Cuidados Pessoais, cujas taxas passaram de -0,07% para 0,36%, e de -0,08% para 0,17%, respectivamente.
A análise mostra que as pressões acima da variação média foram exercidas pelos grupos: Transportes; 0,67%, Vestuário; 0,36%, Habitação; 0,25%, Saúde e Cuidados Pessoais; 0,17%, Despesas Diversas; -0,02% e Educação, Leitura e Recreação; -0,03%.
Além de Porto Alegre, o IPC-S apresentou alta em outras cinco das sete capitais pesquisadas. O destaque ficou com Brasília, que registrou uma alta de 0,16%, ao passar de uma inflação zero na semana anterior para uma taxa de 0,16% neste levantamento.