passado. Segundo o presidente da entidade, Vilson Noer, o índice ficou dentro da expectativa. “Trabalhávamos com uma margem de 7,5 e 8,5%. Ficou um pouco aquém do que gostaríamos. O ideal seria chegar em 8,5%. Porém, fatores climáticos atrapalharam nos últimos dias”, explicou. Alguns estabelecimentos chegaram a ficar fechados por dois dias em razão da falta de energia. “Também houve problema de comunicação, mas, a partir do último sábado, o comércio engrenou”, afirmou.
Na avaliação da AGV, quase 70% dos consumidores deixaram para adquirir presentes entre os dias 20 e 24. Os segmentos mais fortes nas vendas foram os de celulares, brinquedos cosméticos, confecção e calçados. O setor de
eletrodomésticos ficou um pouco abaixo das expectativas.
Na Capital, o crescimento das vendas foi de 6,5%, uma movimentação financeira de R$ 1,25 bilhão. Segundo o presidente da CDL Porto Alegre, Gustavo Schifino, o resultado foi um pouco menor do esperado pelos comerciantes, que calculavam um aumento de 7%. “É um crescimento pequeno para o mês de dezembro, mas tivemos um bom desempenho. Apesar dos problemas de falta de luz que enfrentamos no período, que gerou uma queda de até 5% em oportunidades de venda, fechamos o ano em alta”, declarou.
A preferência dos consumidores continuou sendo peças de vestuário e acessórios. Contudo, houve grande procura por produtos eletrônicos. “A busca de presentes do gênero para as crianças acima de 6 anos de idade foi intensa”, destacou Schifino.
Supermercados em alta
Os supermercados registraram um crescimento de 9% nas vendas de dezembro em relação ao ano passado. Segundo a Associação Gaúcha de Supermercados (Agas), os presentes de baixo valor e a ceia adquirida na última hora alavancaram o faturamento. Segunda-feira foi o melhor dia de vendas para o setor em 2012. “A ocorrência da véspera de Natal em uma segunda-feira oportunizou três grandes dias de vendas – sábado, domingo e segunda –, enquanto no ano passado o grande volume de compras pelos gaúchos foi realizado somente no sábado”, explicou o presidente da entidade, Antônio
Cesa Longo.
A única categoria que frustrou as expectativas do setor foi a de aves natalinas, cujo número de vendas ficou igual ao de 2011. Os grandes destaques foram as cervejas, com crescimento de 20% em relação ao Natal de 2011; os refrigerantes (+12%); os bombons (+10%) e os espumantes (+15%). Vendidos majoritariamente nos últimos três dias, os brinquedos registraram um incremento de 20% em relação ao ano passado, neste Natal, em resultado puxado pelos presentes baratos, como carrinhos e bonecas de baixo valor.