Amato afirmou que os empresários estão bastante atentos ao cenário na Europa, Estados Unidos e China. “Qualquer percalço terá reflexos aqui. Se nenhum fato mais grave acontecer, o Brasil continuará crescendo”, afirmou.
Para o dirigente, o país precisa enfrentar o alto custo para se manter competitivo. “Cerca de 4% do custo das empresas são usados para a administração de impostos. A carga tributária passou de 26% para 36% do PIB em menos de dez anos. Além disso, vamos atingir a marca de R$ 1,3 trilhão em impostos 40 dias antes que o ano passado. Ninguém é contra pagar impostos, mas a população precisa saber para onde todo este dinheiro está indo”, disse o executivo.
Em um prazo de três meses, a ACSP, que é uma das responsáveis pelo Impostômetro, vai lançar a ferramenta chamada Gastômetro. “Queremos que o brasileiro saiba exatamente para onde está indo cada centavo do imposto pago. O governo insiste em usar o termo contribuinte, quando na realidade somos pagadores de tributos. Contribuição nós damos para uma entidade assistencial”, ponderou Amato.
Em relação à concessão de crédito, o dirigente espera maior seletividade por parte das instituições, mas o fato não deve influenciar as vendas do varejo. “Pela primeira vez a população jovem ficou em primeiro lugar do ranking da inadimplência. Este fato aconteceu pelo crescimento econômico registrado nos últimos anos combinado com acesso facilitado ao cartão de crédito, por exemplo”, justificou.